CARNAVAL EM BRASÍLIA! ARRUDA “VAI-VAI” PRO XADREZ!
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Esta é a versão 2.0 do blog, onde posso compartilhar as coisas que eu gosto. Divertir-me um pouco no meio da seriedade do cotidiano. Aqui vou me permitir falar bobagens, ou coisas sérias, comentar, opinar... A qualquer pessoa é permitido expressar opiniões e enriquecer esse espaço e colaborar para o nosso crescimento.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Peguei no Blog do Luis Nassif
Encontrei no blog do Luis Nassif essa interessante reflexão:
Por Alexandre Araújo
Nassif, como advogado, embora não seja da área penal, não posso deixar passar batida essa história de TENTATIVA de suborno. O crime de suborno, previsto no art. 343 do Código Penal, constitui-se em crime de mera conduta, ou seja, o resultado não importa para a consumação do ilícito penal. O fato de se OFERECER dinheiro a alguém já caracteriza o suborno, não há necessidade da pessoa aceitá-lo para consumar o crime. Por favor, coloque um post sobre isso, pois desde o SUBORNO de Daniel Dantas que a imprensa inisiste em falar em tentantiva.domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Invictus (2009)
O nome do novo filme dirigido por Clint Eastwood, e protagonizado por Morgan Freeman como Mandela, se refere aos versos de um poema de William Ernest Henley, (poeta e escritor inglês, 1849 – 1903) transcrito abaixo:
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.
Representam também as palavras que consolavam Nelson Mandela, nas horas mais difíceis dos 27 anos em que esteve preso. Foi pensando nelas, que ele se armou para preservar seu espírito de qualquer tipo de ódio que ele pudesse vir a ter por aqueles que o encarceraram.
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.
Representam também as palavras que consolavam Nelson Mandela, nas horas mais difíceis dos 27 anos em que esteve preso. Foi pensando nelas, que ele se armou para preservar seu espírito de qualquer tipo de ódio que ele pudesse vir a ter por aqueles que o encarceraram.
Até quando?
Gostaria de saber até quando o governo brasileiro vai continuar conivente com a evidente ditadura que se instalou na Venezuela. Chavez, uma mistura antipática de bufão trapalhão e ditador de esquerda boquirroto, tem tomado atitudes que ameaçam qualquer saída democrática para a América Latina - sorte que ainda tem poucos seguidores -, adotando um ideário que há muito está obsoleto. Acho que nem os marxistas contemporâneos adotam mais tal discurso, nem tais atitudes inconsequentes. Esse mundo em que vive Chavez, ficou lá pelos meados do século passado.
Como resultado de suas idiosincrasias a Venezuela vive, neste momento, protesto de estudantes - devidamente dispersado pela polícia, com morte de adolescentes -, demissão de diretor do Banco da Venezuela, renúncia de vice-presidente e ministro da defesa (eram a mesma pessoa) e nomeação para vice do Ministro da Agricultura. Mesmo com essa bagunça declarada em seu próprio país, ela ainda de atreve a, de vez em quando, mostrar aos outros como deve ser uma "democracia" ou a saída para a pobreza de um país.
Aconselho a leitura do artigo de Alberto Dines, A importação indevida, no Observatório da Imprensa.
Como resultado de suas idiosincrasias a Venezuela vive, neste momento, protesto de estudantes - devidamente dispersado pela polícia, com morte de adolescentes -, demissão de diretor do Banco da Venezuela, renúncia de vice-presidente e ministro da defesa (eram a mesma pessoa) e nomeação para vice do Ministro da Agricultura. Mesmo com essa bagunça declarada em seu próprio país, ela ainda de atreve a, de vez em quando, mostrar aos outros como deve ser uma "democracia" ou a saída para a pobreza de um país.
Aconselho a leitura do artigo de Alberto Dines, A importação indevida, no Observatório da Imprensa.
domingo, 24 de janeiro de 2010
1, 2, 3... já
FONTE: http://jbonline.terra.com.br/editorias/sociedadeaberta/
Vamos lá torcedores, começou a corrida presidencial. Será que Lula corta mais faixas de inauguração do que Serra derruba os obstáculos do PAC? Vamos fazer um bolão...
sábado, 23 de janeiro de 2010
O Haiti não é aqui
Uma das coisas que mais entristecem é quando uma tragédia vira moda. O Haiti há anos tem sido vítima de uma elite branca e mesmo cruel, uma maioria de descendentes de escravos paupérrima e, só para piorar, ainda se localiza em uma ilha sujeita a terremotos e furacões frequentes. De repente virou o queridinho da mídia, isso até surgir outra tragédia maior ou algum escândalo de uma celebridade. Não que o ocorrido nesse pequeno país seja irrelavante. Pelo contrário, é muitíssimo relevante. Tanto que não deveria merecer apenas os 15 minutos de fama.
Por outro lado, o Haiti é vizinho da Costa Rica, um país-balneário frequentado por americanos ricos (até a década de 1950 era Cuba) e onde há uma base militar americana. O famoso caso do primo rico, primo pobre. Nunca ninguém olhou para o Haiti, mesmo com todos os avisos de alguns países e entidades humanitárias, incluindo o Brasil, como um lugar que precisava de ajuda. Afinal, não tem petróleo ou outros recursos naturais para serem explorados. Além disso, até países africanos frequentam mais os noticiários - sempre com desgraças lógico - do que esta metade de ilha.
Juntando-se a isso, a elite do país nutre um desrespeito e desprezo ainda maior do que outros países de terceiro mundo em relação a seu próprio povo. Fato comprovado pelo video gravado pelo SBT, visto abaixo.
Como acontece com muitas notícias, principalmente quando criadas por homens públicos que não medem suas palavras, a desculpa posterior de nada vale diante da gravidade do fato. Não há desculpas que consigam apagar o menosprezo pela dignidade do outro, como mostra a entrevista do cônsul. A única coisa que poderia talvez recuperar um pouco desta dignidade seria a demissão sumária de tal sujeito e uma vontade política não só de reconstruir o país em termos materiais, mas também uma reconstrução política. E isso só acontece com compaixão e respeito por aqueles que sofrem.
Por outro lado, o Haiti é vizinho da Costa Rica, um país-balneário frequentado por americanos ricos (até a década de 1950 era Cuba) e onde há uma base militar americana. O famoso caso do primo rico, primo pobre. Nunca ninguém olhou para o Haiti, mesmo com todos os avisos de alguns países e entidades humanitárias, incluindo o Brasil, como um lugar que precisava de ajuda. Afinal, não tem petróleo ou outros recursos naturais para serem explorados. Além disso, até países africanos frequentam mais os noticiários - sempre com desgraças lógico - do que esta metade de ilha.
Juntando-se a isso, a elite do país nutre um desrespeito e desprezo ainda maior do que outros países de terceiro mundo em relação a seu próprio povo. Fato comprovado pelo video gravado pelo SBT, visto abaixo.
Como acontece com muitas notícias, principalmente quando criadas por homens públicos que não medem suas palavras, a desculpa posterior de nada vale diante da gravidade do fato. Não há desculpas que consigam apagar o menosprezo pela dignidade do outro, como mostra a entrevista do cônsul. A única coisa que poderia talvez recuperar um pouco desta dignidade seria a demissão sumária de tal sujeito e uma vontade política não só de reconstruir o país em termos materiais, mas também uma reconstrução política. E isso só acontece com compaixão e respeito por aqueles que sofrem.
Folha de S.Paulo - Pós-lulismo progressista
BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS [texto publicado em 28/02/2005]
A perplexidade causada pela crise política brasileira reside no fato de Lula ora parecer apenas a ponta do iceberg, ora parecer o iceberg todo. Por agora é difícil identificar o perfil da crise. Uma coisa é certa: o Brasil entra penosamente em um novo período político, um período que podemos designar de pós-lulismo. É ainda cedo para definir o legado histórico do lulismo enquanto forma de governo. Para já, ele parece ter constituído o mais inquietante disfarce histórico do neoliberalismo nos últimos 20 anos, ou seja, a conversão mais elaborada, ainda que talvez involuntária, do mais lídimo representante dos oprimidos (pela sua trajetória e pelo seu peso eleitoral) em um gestor atípico da globalização neoliberal.
O pós-lulismo pode ocorrer por várias vias: impeachment, desistência de Lula a um novo mandato, candidatura seguida de derrota. A via certamente menos onerosa, mas também a mais improvável, dadas as circunstâncias, seria um pós-lulismo conduzido pelo próprio Lula: demissão imediata da equipe econômica, redução do superávit e aumento do salário mínimo e reforma do sistema político, de modo a torná-lo mais transparente e democrático.
O problema central da esquerda brasileira é saber se o pós-lulismo será também o pós-petismo. A descaracterização do petismo por parte do governo Lula foi tão maciça e tão caricatural -montar um esquema de corrupção para fazer aprovar políticas de direita e garantir, daqui a uns anos, a presidência a um político sem qualquer credencial para o cargo, José Dirceu- que, paradoxalmente, o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo. Basta, para tal, que tenha a coragem de assumir em pleno o ideário político e ético que lhe permitiu captar a esperança de tantos milhões de brasileiros.
Todos as crises políticas são processos de emergência e, por isso, vistas apenas pelo seu lado negativo. O primeiro elemento positivo é que as próximas eleições brasileiras serão talvez as mais livres e transparentes da história recente da democracia representativa, não só no Brasil como no mundo. O PT tem tudo a ganhar com esse fato, sobretudo porque a sua base social e política parece estar disponível para uma nova tentativa, desde que assente em um pacto político e não mais em um cheque em branco. O segundo elemento positivo é a emergência da estatura política de Tarso Genro. Acompanho de perto a trajetória e a reflexão políticas de Tarso Genro e não tenho dúvidas ao considerá-lo um dos políticos de esquerda mais bem preparados do mundo: alia como poucos a mais sofisticada elaboração teórica à mais consistente prática política. O seu nome é hoje uma referência incontornável no pensamento e na prática da nova esquerda, tanto na América Latina como na Europa.
A descaracterização do petismo foi tão caricatural que o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo
O seu nome internacional emergiu com a experiência do orçamento participativo em Porto Alegre, considerado pela ONU como uma das grandes inovações urbanas do final do século 20. Ninguém melhor que ele para conduzir o processo de articulação entre democracia participativa e democracia representativa num PT refundado. Com a entrada no governo Lula, ganhou a dimensão nacional que há muito lhe era devida. Tarso Genro e Celso Amorim foram os dois melhores ministros de Lula, aqueles que com mais êxito brandiram o petismo contra o lulismo.
Considero a reforma universitária levada a cabo por Tarso Genro uma das mais progressistas do mundo: depois de anos de abandono exigido pelo neoliberalismo, retoma-se a prioridade da universidade pública na construção de um projeto de país; vincula-se a escola pública de nível médio ao ensino público superior e impõem-se marcos regulatórios claros para as instituições privadas de ensino; instituem-se novos padrões de financiamento para a universidade e constrói-se concretamente a autonomia; assume-se plenamente a necessidade de bolsas para alunos de baixa renda, começando com as bolsas do Prouni, seguidas do sistema de quotas para afrodescendentes e índios; criam-se novas exigências de qualidade, ao estabelecer mínimos de doutores e mestres entre os docentes; põe-se um travão à globalização neoliberal da universidade ao estabelecer um limite de 30% à participação do capital estrangeiro nas empresas de educação superior. Nenhuma reforma assentou em um diálogo tão profundo com a sociedade civil como essa, até a terceira versão, já pronta para tramitar no Congresso Nacional.
Um partido que gerou políticos da estatura de Tarso merece olhar o futuro com confiança. Mas tal só ocorrerá se o PT controlar a pulsão fraccionista de molde a fazer dela gérmen da diversidade na união, e não fator de fragmentação em lutas fratricidas pelo poder.
Há muitos anos, em Brasília, em conversa com o presidente Fernando Henrique, que respeito apesar das muitas divergências políticas que nos separam, eu tentava contrariar o slogan, então (e hoje?) muito atual, "a esquerda é burra", invocando a alta qualidade política de Tarso. O comentário de FHC, para o qual não pediu confidencialidade, espantou-me: "Desse eu teria medo, mas descanse, Boaventura, o PT nunca o indicará". Para o bem do futuro progressista da sociedade brasileira, desejo ardentemente que ele tenha se enganado.
Boaventura de Sousa Santos, 64, sociólogo, é professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). Autor de, entre outros livros, "A Universidade no Séc. XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatória da Universidade" (Editora Cortez, 2004)."
A perplexidade causada pela crise política brasileira reside no fato de Lula ora parecer apenas a ponta do iceberg, ora parecer o iceberg todo. Por agora é difícil identificar o perfil da crise. Uma coisa é certa: o Brasil entra penosamente em um novo período político, um período que podemos designar de pós-lulismo. É ainda cedo para definir o legado histórico do lulismo enquanto forma de governo. Para já, ele parece ter constituído o mais inquietante disfarce histórico do neoliberalismo nos últimos 20 anos, ou seja, a conversão mais elaborada, ainda que talvez involuntária, do mais lídimo representante dos oprimidos (pela sua trajetória e pelo seu peso eleitoral) em um gestor atípico da globalização neoliberal.
O pós-lulismo pode ocorrer por várias vias: impeachment, desistência de Lula a um novo mandato, candidatura seguida de derrota. A via certamente menos onerosa, mas também a mais improvável, dadas as circunstâncias, seria um pós-lulismo conduzido pelo próprio Lula: demissão imediata da equipe econômica, redução do superávit e aumento do salário mínimo e reforma do sistema político, de modo a torná-lo mais transparente e democrático.
O problema central da esquerda brasileira é saber se o pós-lulismo será também o pós-petismo. A descaracterização do petismo por parte do governo Lula foi tão maciça e tão caricatural -montar um esquema de corrupção para fazer aprovar políticas de direita e garantir, daqui a uns anos, a presidência a um político sem qualquer credencial para o cargo, José Dirceu- que, paradoxalmente, o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo. Basta, para tal, que tenha a coragem de assumir em pleno o ideário político e ético que lhe permitiu captar a esperança de tantos milhões de brasileiros.
Todos as crises políticas são processos de emergência e, por isso, vistas apenas pelo seu lado negativo. O primeiro elemento positivo é que as próximas eleições brasileiras serão talvez as mais livres e transparentes da história recente da democracia representativa, não só no Brasil como no mundo. O PT tem tudo a ganhar com esse fato, sobretudo porque a sua base social e política parece estar disponível para uma nova tentativa, desde que assente em um pacto político e não mais em um cheque em branco. O segundo elemento positivo é a emergência da estatura política de Tarso Genro. Acompanho de perto a trajetória e a reflexão políticas de Tarso Genro e não tenho dúvidas ao considerá-lo um dos políticos de esquerda mais bem preparados do mundo: alia como poucos a mais sofisticada elaboração teórica à mais consistente prática política. O seu nome é hoje uma referência incontornável no pensamento e na prática da nova esquerda, tanto na América Latina como na Europa.
A descaracterização do petismo foi tão caricatural que o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo
O seu nome internacional emergiu com a experiência do orçamento participativo em Porto Alegre, considerado pela ONU como uma das grandes inovações urbanas do final do século 20. Ninguém melhor que ele para conduzir o processo de articulação entre democracia participativa e democracia representativa num PT refundado. Com a entrada no governo Lula, ganhou a dimensão nacional que há muito lhe era devida. Tarso Genro e Celso Amorim foram os dois melhores ministros de Lula, aqueles que com mais êxito brandiram o petismo contra o lulismo.
Considero a reforma universitária levada a cabo por Tarso Genro uma das mais progressistas do mundo: depois de anos de abandono exigido pelo neoliberalismo, retoma-se a prioridade da universidade pública na construção de um projeto de país; vincula-se a escola pública de nível médio ao ensino público superior e impõem-se marcos regulatórios claros para as instituições privadas de ensino; instituem-se novos padrões de financiamento para a universidade e constrói-se concretamente a autonomia; assume-se plenamente a necessidade de bolsas para alunos de baixa renda, começando com as bolsas do Prouni, seguidas do sistema de quotas para afrodescendentes e índios; criam-se novas exigências de qualidade, ao estabelecer mínimos de doutores e mestres entre os docentes; põe-se um travão à globalização neoliberal da universidade ao estabelecer um limite de 30% à participação do capital estrangeiro nas empresas de educação superior. Nenhuma reforma assentou em um diálogo tão profundo com a sociedade civil como essa, até a terceira versão, já pronta para tramitar no Congresso Nacional.
Um partido que gerou políticos da estatura de Tarso merece olhar o futuro com confiança. Mas tal só ocorrerá se o PT controlar a pulsão fraccionista de molde a fazer dela gérmen da diversidade na união, e não fator de fragmentação em lutas fratricidas pelo poder.
Há muitos anos, em Brasília, em conversa com o presidente Fernando Henrique, que respeito apesar das muitas divergências políticas que nos separam, eu tentava contrariar o slogan, então (e hoje?) muito atual, "a esquerda é burra", invocando a alta qualidade política de Tarso. O comentário de FHC, para o qual não pediu confidencialidade, espantou-me: "Desse eu teria medo, mas descanse, Boaventura, o PT nunca o indicará". Para o bem do futuro progressista da sociedade brasileira, desejo ardentemente que ele tenha se enganado.
Boaventura de Sousa Santos, 64, sociólogo, é professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). Autor de, entre outros livros, "A Universidade no Séc. XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatória da Universidade" (Editora Cortez, 2004)."
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Peguei no Blog do Luis Nassif
Encontrei no blog do Luis Nassif essa interessante reflexão:
Por Alexandre Araújo
Nassif, como advogado, embora não seja da área penal, não posso deixar passar batida essa história de TENTATIVA de suborno. O crime de suborno, previsto no art. 343 do Código Penal, constitui-se em crime de mera conduta, ou seja, o resultado não importa para a consumação do ilícito penal. O fato de se OFERECER dinheiro a alguém já caracteriza o suborno, não há necessidade da pessoa aceitá-lo para consumar o crime. Por favor, coloque um post sobre isso, pois desde o SUBORNO de Daniel Dantas que a imprensa inisiste em falar em tentantiva.domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Invictus (2009)
O nome do novo filme dirigido por Clint Eastwood, e protagonizado por Morgan Freeman como Mandela, se refere aos versos de um poema de William Ernest Henley, (poeta e escritor inglês, 1849 – 1903) transcrito abaixo:
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.
Representam também as palavras que consolavam Nelson Mandela, nas horas mais difíceis dos 27 anos em que esteve preso. Foi pensando nelas, que ele se armou para preservar seu espírito de qualquer tipo de ódio que ele pudesse vir a ter por aqueles que o encarceraram.
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.
Representam também as palavras que consolavam Nelson Mandela, nas horas mais difíceis dos 27 anos em que esteve preso. Foi pensando nelas, que ele se armou para preservar seu espírito de qualquer tipo de ódio que ele pudesse vir a ter por aqueles que o encarceraram.
Até quando?
Gostaria de saber até quando o governo brasileiro vai continuar conivente com a evidente ditadura que se instalou na Venezuela. Chavez, uma mistura antipática de bufão trapalhão e ditador de esquerda boquirroto, tem tomado atitudes que ameaçam qualquer saída democrática para a América Latina - sorte que ainda tem poucos seguidores -, adotando um ideário que há muito está obsoleto. Acho que nem os marxistas contemporâneos adotam mais tal discurso, nem tais atitudes inconsequentes. Esse mundo em que vive Chavez, ficou lá pelos meados do século passado.
Como resultado de suas idiosincrasias a Venezuela vive, neste momento, protesto de estudantes - devidamente dispersado pela polícia, com morte de adolescentes -, demissão de diretor do Banco da Venezuela, renúncia de vice-presidente e ministro da defesa (eram a mesma pessoa) e nomeação para vice do Ministro da Agricultura. Mesmo com essa bagunça declarada em seu próprio país, ela ainda de atreve a, de vez em quando, mostrar aos outros como deve ser uma "democracia" ou a saída para a pobreza de um país.
Aconselho a leitura do artigo de Alberto Dines, A importação indevida, no Observatório da Imprensa.
Como resultado de suas idiosincrasias a Venezuela vive, neste momento, protesto de estudantes - devidamente dispersado pela polícia, com morte de adolescentes -, demissão de diretor do Banco da Venezuela, renúncia de vice-presidente e ministro da defesa (eram a mesma pessoa) e nomeação para vice do Ministro da Agricultura. Mesmo com essa bagunça declarada em seu próprio país, ela ainda de atreve a, de vez em quando, mostrar aos outros como deve ser uma "democracia" ou a saída para a pobreza de um país.
Aconselho a leitura do artigo de Alberto Dines, A importação indevida, no Observatório da Imprensa.
domingo, 24 de janeiro de 2010
1, 2, 3... já
FONTE: http://jbonline.terra.com.br/editorias/sociedadeaberta/
Vamos lá torcedores, começou a corrida presidencial. Será que Lula corta mais faixas de inauguração do que Serra derruba os obstáculos do PAC? Vamos fazer um bolão...
sábado, 23 de janeiro de 2010
O Haiti não é aqui
Uma das coisas que mais entristecem é quando uma tragédia vira moda. O Haiti há anos tem sido vítima de uma elite branca e mesmo cruel, uma maioria de descendentes de escravos paupérrima e, só para piorar, ainda se localiza em uma ilha sujeita a terremotos e furacões frequentes. De repente virou o queridinho da mídia, isso até surgir outra tragédia maior ou algum escândalo de uma celebridade. Não que o ocorrido nesse pequeno país seja irrelavante. Pelo contrário, é muitíssimo relevante. Tanto que não deveria merecer apenas os 15 minutos de fama.
Por outro lado, o Haiti é vizinho da Costa Rica, um país-balneário frequentado por americanos ricos (até a década de 1950 era Cuba) e onde há uma base militar americana. O famoso caso do primo rico, primo pobre. Nunca ninguém olhou para o Haiti, mesmo com todos os avisos de alguns países e entidades humanitárias, incluindo o Brasil, como um lugar que precisava de ajuda. Afinal, não tem petróleo ou outros recursos naturais para serem explorados. Além disso, até países africanos frequentam mais os noticiários - sempre com desgraças lógico - do que esta metade de ilha.
Juntando-se a isso, a elite do país nutre um desrespeito e desprezo ainda maior do que outros países de terceiro mundo em relação a seu próprio povo. Fato comprovado pelo video gravado pelo SBT, visto abaixo.
Como acontece com muitas notícias, principalmente quando criadas por homens públicos que não medem suas palavras, a desculpa posterior de nada vale diante da gravidade do fato. Não há desculpas que consigam apagar o menosprezo pela dignidade do outro, como mostra a entrevista do cônsul. A única coisa que poderia talvez recuperar um pouco desta dignidade seria a demissão sumária de tal sujeito e uma vontade política não só de reconstruir o país em termos materiais, mas também uma reconstrução política. E isso só acontece com compaixão e respeito por aqueles que sofrem.
Por outro lado, o Haiti é vizinho da Costa Rica, um país-balneário frequentado por americanos ricos (até a década de 1950 era Cuba) e onde há uma base militar americana. O famoso caso do primo rico, primo pobre. Nunca ninguém olhou para o Haiti, mesmo com todos os avisos de alguns países e entidades humanitárias, incluindo o Brasil, como um lugar que precisava de ajuda. Afinal, não tem petróleo ou outros recursos naturais para serem explorados. Além disso, até países africanos frequentam mais os noticiários - sempre com desgraças lógico - do que esta metade de ilha.
Juntando-se a isso, a elite do país nutre um desrespeito e desprezo ainda maior do que outros países de terceiro mundo em relação a seu próprio povo. Fato comprovado pelo video gravado pelo SBT, visto abaixo.
Como acontece com muitas notícias, principalmente quando criadas por homens públicos que não medem suas palavras, a desculpa posterior de nada vale diante da gravidade do fato. Não há desculpas que consigam apagar o menosprezo pela dignidade do outro, como mostra a entrevista do cônsul. A única coisa que poderia talvez recuperar um pouco desta dignidade seria a demissão sumária de tal sujeito e uma vontade política não só de reconstruir o país em termos materiais, mas também uma reconstrução política. E isso só acontece com compaixão e respeito por aqueles que sofrem.
Folha de S.Paulo - Pós-lulismo progressista
BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS [texto publicado em 28/02/2005]
A perplexidade causada pela crise política brasileira reside no fato de Lula ora parecer apenas a ponta do iceberg, ora parecer o iceberg todo. Por agora é difícil identificar o perfil da crise. Uma coisa é certa: o Brasil entra penosamente em um novo período político, um período que podemos designar de pós-lulismo. É ainda cedo para definir o legado histórico do lulismo enquanto forma de governo. Para já, ele parece ter constituído o mais inquietante disfarce histórico do neoliberalismo nos últimos 20 anos, ou seja, a conversão mais elaborada, ainda que talvez involuntária, do mais lídimo representante dos oprimidos (pela sua trajetória e pelo seu peso eleitoral) em um gestor atípico da globalização neoliberal.
O pós-lulismo pode ocorrer por várias vias: impeachment, desistência de Lula a um novo mandato, candidatura seguida de derrota. A via certamente menos onerosa, mas também a mais improvável, dadas as circunstâncias, seria um pós-lulismo conduzido pelo próprio Lula: demissão imediata da equipe econômica, redução do superávit e aumento do salário mínimo e reforma do sistema político, de modo a torná-lo mais transparente e democrático.
O problema central da esquerda brasileira é saber se o pós-lulismo será também o pós-petismo. A descaracterização do petismo por parte do governo Lula foi tão maciça e tão caricatural -montar um esquema de corrupção para fazer aprovar políticas de direita e garantir, daqui a uns anos, a presidência a um político sem qualquer credencial para o cargo, José Dirceu- que, paradoxalmente, o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo. Basta, para tal, que tenha a coragem de assumir em pleno o ideário político e ético que lhe permitiu captar a esperança de tantos milhões de brasileiros.
Todos as crises políticas são processos de emergência e, por isso, vistas apenas pelo seu lado negativo. O primeiro elemento positivo é que as próximas eleições brasileiras serão talvez as mais livres e transparentes da história recente da democracia representativa, não só no Brasil como no mundo. O PT tem tudo a ganhar com esse fato, sobretudo porque a sua base social e política parece estar disponível para uma nova tentativa, desde que assente em um pacto político e não mais em um cheque em branco. O segundo elemento positivo é a emergência da estatura política de Tarso Genro. Acompanho de perto a trajetória e a reflexão políticas de Tarso Genro e não tenho dúvidas ao considerá-lo um dos políticos de esquerda mais bem preparados do mundo: alia como poucos a mais sofisticada elaboração teórica à mais consistente prática política. O seu nome é hoje uma referência incontornável no pensamento e na prática da nova esquerda, tanto na América Latina como na Europa.
A descaracterização do petismo foi tão caricatural que o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo
O seu nome internacional emergiu com a experiência do orçamento participativo em Porto Alegre, considerado pela ONU como uma das grandes inovações urbanas do final do século 20. Ninguém melhor que ele para conduzir o processo de articulação entre democracia participativa e democracia representativa num PT refundado. Com a entrada no governo Lula, ganhou a dimensão nacional que há muito lhe era devida. Tarso Genro e Celso Amorim foram os dois melhores ministros de Lula, aqueles que com mais êxito brandiram o petismo contra o lulismo.
Considero a reforma universitária levada a cabo por Tarso Genro uma das mais progressistas do mundo: depois de anos de abandono exigido pelo neoliberalismo, retoma-se a prioridade da universidade pública na construção de um projeto de país; vincula-se a escola pública de nível médio ao ensino público superior e impõem-se marcos regulatórios claros para as instituições privadas de ensino; instituem-se novos padrões de financiamento para a universidade e constrói-se concretamente a autonomia; assume-se plenamente a necessidade de bolsas para alunos de baixa renda, começando com as bolsas do Prouni, seguidas do sistema de quotas para afrodescendentes e índios; criam-se novas exigências de qualidade, ao estabelecer mínimos de doutores e mestres entre os docentes; põe-se um travão à globalização neoliberal da universidade ao estabelecer um limite de 30% à participação do capital estrangeiro nas empresas de educação superior. Nenhuma reforma assentou em um diálogo tão profundo com a sociedade civil como essa, até a terceira versão, já pronta para tramitar no Congresso Nacional.
Um partido que gerou políticos da estatura de Tarso merece olhar o futuro com confiança. Mas tal só ocorrerá se o PT controlar a pulsão fraccionista de molde a fazer dela gérmen da diversidade na união, e não fator de fragmentação em lutas fratricidas pelo poder.
Há muitos anos, em Brasília, em conversa com o presidente Fernando Henrique, que respeito apesar das muitas divergências políticas que nos separam, eu tentava contrariar o slogan, então (e hoje?) muito atual, "a esquerda é burra", invocando a alta qualidade política de Tarso. O comentário de FHC, para o qual não pediu confidencialidade, espantou-me: "Desse eu teria medo, mas descanse, Boaventura, o PT nunca o indicará". Para o bem do futuro progressista da sociedade brasileira, desejo ardentemente que ele tenha se enganado.
Boaventura de Sousa Santos, 64, sociólogo, é professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). Autor de, entre outros livros, "A Universidade no Séc. XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatória da Universidade" (Editora Cortez, 2004)."
A perplexidade causada pela crise política brasileira reside no fato de Lula ora parecer apenas a ponta do iceberg, ora parecer o iceberg todo. Por agora é difícil identificar o perfil da crise. Uma coisa é certa: o Brasil entra penosamente em um novo período político, um período que podemos designar de pós-lulismo. É ainda cedo para definir o legado histórico do lulismo enquanto forma de governo. Para já, ele parece ter constituído o mais inquietante disfarce histórico do neoliberalismo nos últimos 20 anos, ou seja, a conversão mais elaborada, ainda que talvez involuntária, do mais lídimo representante dos oprimidos (pela sua trajetória e pelo seu peso eleitoral) em um gestor atípico da globalização neoliberal.
O pós-lulismo pode ocorrer por várias vias: impeachment, desistência de Lula a um novo mandato, candidatura seguida de derrota. A via certamente menos onerosa, mas também a mais improvável, dadas as circunstâncias, seria um pós-lulismo conduzido pelo próprio Lula: demissão imediata da equipe econômica, redução do superávit e aumento do salário mínimo e reforma do sistema político, de modo a torná-lo mais transparente e democrático.
O problema central da esquerda brasileira é saber se o pós-lulismo será também o pós-petismo. A descaracterização do petismo por parte do governo Lula foi tão maciça e tão caricatural -montar um esquema de corrupção para fazer aprovar políticas de direita e garantir, daqui a uns anos, a presidência a um político sem qualquer credencial para o cargo, José Dirceu- que, paradoxalmente, o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo. Basta, para tal, que tenha a coragem de assumir em pleno o ideário político e ético que lhe permitiu captar a esperança de tantos milhões de brasileiros.
Todos as crises políticas são processos de emergência e, por isso, vistas apenas pelo seu lado negativo. O primeiro elemento positivo é que as próximas eleições brasileiras serão talvez as mais livres e transparentes da história recente da democracia representativa, não só no Brasil como no mundo. O PT tem tudo a ganhar com esse fato, sobretudo porque a sua base social e política parece estar disponível para uma nova tentativa, desde que assente em um pacto político e não mais em um cheque em branco. O segundo elemento positivo é a emergência da estatura política de Tarso Genro. Acompanho de perto a trajetória e a reflexão políticas de Tarso Genro e não tenho dúvidas ao considerá-lo um dos políticos de esquerda mais bem preparados do mundo: alia como poucos a mais sofisticada elaboração teórica à mais consistente prática política. O seu nome é hoje uma referência incontornável no pensamento e na prática da nova esquerda, tanto na América Latina como na Europa.
A descaracterização do petismo foi tão caricatural que o PT tem todas as condições de sair reforçado no pós-lulismo
O seu nome internacional emergiu com a experiência do orçamento participativo em Porto Alegre, considerado pela ONU como uma das grandes inovações urbanas do final do século 20. Ninguém melhor que ele para conduzir o processo de articulação entre democracia participativa e democracia representativa num PT refundado. Com a entrada no governo Lula, ganhou a dimensão nacional que há muito lhe era devida. Tarso Genro e Celso Amorim foram os dois melhores ministros de Lula, aqueles que com mais êxito brandiram o petismo contra o lulismo.
Considero a reforma universitária levada a cabo por Tarso Genro uma das mais progressistas do mundo: depois de anos de abandono exigido pelo neoliberalismo, retoma-se a prioridade da universidade pública na construção de um projeto de país; vincula-se a escola pública de nível médio ao ensino público superior e impõem-se marcos regulatórios claros para as instituições privadas de ensino; instituem-se novos padrões de financiamento para a universidade e constrói-se concretamente a autonomia; assume-se plenamente a necessidade de bolsas para alunos de baixa renda, começando com as bolsas do Prouni, seguidas do sistema de quotas para afrodescendentes e índios; criam-se novas exigências de qualidade, ao estabelecer mínimos de doutores e mestres entre os docentes; põe-se um travão à globalização neoliberal da universidade ao estabelecer um limite de 30% à participação do capital estrangeiro nas empresas de educação superior. Nenhuma reforma assentou em um diálogo tão profundo com a sociedade civil como essa, até a terceira versão, já pronta para tramitar no Congresso Nacional.
Um partido que gerou políticos da estatura de Tarso merece olhar o futuro com confiança. Mas tal só ocorrerá se o PT controlar a pulsão fraccionista de molde a fazer dela gérmen da diversidade na união, e não fator de fragmentação em lutas fratricidas pelo poder.
Há muitos anos, em Brasília, em conversa com o presidente Fernando Henrique, que respeito apesar das muitas divergências políticas que nos separam, eu tentava contrariar o slogan, então (e hoje?) muito atual, "a esquerda é burra", invocando a alta qualidade política de Tarso. O comentário de FHC, para o qual não pediu confidencialidade, espantou-me: "Desse eu teria medo, mas descanse, Boaventura, o PT nunca o indicará". Para o bem do futuro progressista da sociedade brasileira, desejo ardentemente que ele tenha se enganado.
Boaventura de Sousa Santos, 64, sociólogo, é professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). Autor de, entre outros livros, "A Universidade no Séc. XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatória da Universidade" (Editora Cortez, 2004)."
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