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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Manhã de sol e leitura

Olá a todos nesta bela e ensolarada manhã de sábado - é meu dia preferido -. Venho aqui no blog, ainda tão cedo, para dar uma sugestão sobre leituras diversas. É a Biblioteca Virtual da Mulher, onde estão reunidas uma boa parte de literatura e revistas acadêmicas sobre a temática de gênero. É um site sério apoiado pelo IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro. Mas não é só isso, tem outras indicações sobre poesia, literatura etc. Com certeza vale a pena conferir.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fahrenheit 451: a temperatura em que o papel queima

BRADBURY, Ray. Fahrenheit 451. São Paulo: Ed. Globo, 2003.

Ray Bradbury, escritor americano (1920), alcançou sucesso basicamente em 1950, com suas Crônicas Marcianas. Embora não seja um bestseller, Bradbury tem um alto conceito nos meios literário, educacional e de entretenimento dos Estados Unidos como "consultor de idéias", dramaturgo, poeta e ensaísta. Atua também como roteirista de cinema desde 1953, tendo recebido um Oscar pelo roteiro de Moby Dick, filme dirigido por John Huston (? - 1987).

Fahrenheit 451 (1953), que se chamaria The Fire Man, nos fala de um mundo onde os livros foram abolidos, sendo proibido até possuí-los. As pessoas se contentam em passar os dias vendo programas de televisão - cujos aparelhos ocupam as quatro paredes dos cômodos da sala de estar - e seu único interesse é comentar os programas, novelas ou comerciais, cantando seus jingles e seus bordões em todos os lugares, metrô, praças e onde quer que vão [não sei, mas ultimamente tenho ouvido exatamente isso sobre o BBB]. Esses jingles são daquele tipo de música que se fixam em nossas cabeças e não conseguimos desligar – alguma semelhança com nossa cultura atual?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Para os amantes da literatura...

compartilho esse post no blog .COM PROSA que mostra o documentário Literatura sem bijouterias, apresentado pela tv Escola, sobre Graciliano Ramos, um dos meus conterrâneos que deram orgulho de ser paraibano. Enquanto outros...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Livros

Um dos gêneros literários que gosto, quando bem escrito e quando a vida é bem vivida, é memória, biografia. É impressionante quantas vidas foram construídas com tanto significado, sacrifício, alegrias e tristezas. Uma boa sugestão é o livro Desilusões de um americano, de Siri Hustvedt.

A escritora é americana, porém, descendente direta de imigrantes noruegueses e está em seu quarto romance, no qual "cria uma história muito pessoal, em que ficção e realidade se misturam livremente, gerando na mente do leitor uma sensação da mais abrangente intimidade. Construindo a narrativa com enganadora simplicidade, Hustvedt desdobra com maestria os atos e pensamentos de seus personagens de maneira a iluminar os desvãos nem sempre amenos da mente humana."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Novidade

O Library Thing, site de troca de sugestões de leitura, semelhante ao GoodReads, agora está em português. Cliquem no nome para verificar. É legal!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Trocando Livros

Um ótimo site para quem ainda é um leitor de livros, todos os tipos, é o Trocando Livros. Você adiciona os livros que você quer trocar e será informado por email quando um outro usuário se interessar por algum livro da sua lista. Você envia o livro para este usuário (pelo correio) e confirma o envio no site para ganhar 1 crédito. Com este crédito você poderá solicitar qualquer livro disponível no Trocando Livros. 1 Crédito = 1 Livro.

Já fiz minha primeira troca. É ótimo. Existem livros que ficam mofando na nossa estante e sempre temos pena de passá-los adiante, achando que ainda vamos lê-lo uma outra vez. Será que isso realmente acontece? Quantos livros assim, você tem na sua estante. Eu aprendi que nunca relerei meus livros, pois sempre estarei interessada em um lançamento, ou mesmo um livro antigo que ganhou uma nova edição. Assim, através do Trocando Livros terei sempre livros novos (essa é uma exigência, que os livros estejam sempre em excelente estado) pelo valor de uma postagem de correio.

Espero que vocês gostem da dica.

"Nós acabamos de elegar um papa feminino." —Cardinal Alessandro Bichi, 1644






"Nós acabamos de elegar um papa feminino."
—Cardinal Alessandro Bichi, 1644


Hoje a Igreja Católica Romana afirma firmemente que as mulheres devem ser excluídas das posições de liderança da igreja, mas eles esquecem de dizer que por uma década do século XVII, uma mulher dirigiu, não oficialmente, mas de forma aberta, o Vaticano. Agora, Eleanor Herman expõe um dos maiores segredos da Igreja Católica, mostrando fatos que foram ocultados por 350 anos.


De 1644 até 1655, Olimpia Maidalchini, cunhada e amante do Papa Inocêncio X, dirigiu os negócios do Vaticano, nomeou cardeais, negociou com embaixadores estrangeiros, e amealhou para si uma parte do tesouro do estado papal. Diferentemente do Papa João do séc. XIX, cuja vida está envolta em mistério, a história de Olimpia está documentada em milhares de cartas, notícias e despachos diplomáticos.


Sabendo da dependência quase absoluta do Papa Inocêncio em relação a sua cunhada, o Cardeal Alessandro Bichi declarou raivosamente no dia da eleição de Inocêncio, "Nós acabamos de eleger um papa feminino." Os romanos penduraram faixas nas igrejas chamando-a de Papa Olimpia I. O cardeal Sforza Pallavicino deplorou a "poder monstruoso de uma mulher no Vaticano." Um contemporâneo escreveu que as mulheres que as mulheres deveriam também se tornar padres, uma vez que uma delas já foi papa.


Nascida em circunstâncias modestas, Olimpia quase foi forçada a entrar em um convento com a idade de 15 anos devido à falta de dote. Ela usou da esperteza para escapar, e jurou nunca ser pobre e indefesa novamente. Durante sua vida, Olimpia vingou-se de qualquer um que tentou aprisiona-la ou retirar seu poder. Mas sua vingança em relação ao papa que a amou ficou reservada para depois de sua morte...


No séc. XVII, Roma era o orgulho do mundo na arte mais gloriosa e no espetáculo, mas também sofria com a fome, enchentes, devastação de florestas e peste bubônica. O mundo de Olimpia era cleptocrático; todos, desde o servo mais baixo até o parente mais nobre do papa roubava desavergonhadamente tanto quanto possível. O nepotismo era declarado e os papas gastavam grandes somas e bens para seus sobrinhos ao invés de ajudar os pobres. Os pontífices mortos eram deixados nus no chão do Vaticano porque seus servos roubavam a cama e pilhavam o corpo. A Senhora do Vaticano traz para a vida não apenas a mulher e a igreja, mas toda uma civilização em toda a sua grandeza... e em toda a sua ignomínia.

O passeio do cético



O passeio do cético, interessante livro publicado pela Martins Fontes. A resenha diz: Henri Lefebvre afirma que 'O passeio do cético' é um diálogo a várias vozes, ou uma série de diálogos de Diderot consigo mesmo, entre Diderot e seu tempo, entre Diderot e as tendências contraditórias de seu tempo. E ele hesita, oscila entre elas. De confrontação em confrontação, a natureza perde pouco a pouco aos seus olhos a marca divina. 'O passeio do cético', por si mesmo, convida à leitura, e pelo leque de temas filosóficos e a vivacidade com que os discute, convida também à leitura das obras posteriores do enciclopedista.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Manhã de sol e leitura

Olá a todos nesta bela e ensolarada manhã de sábado - é meu dia preferido -. Venho aqui no blog, ainda tão cedo, para dar uma sugestão sobre leituras diversas. É a Biblioteca Virtual da Mulher, onde estão reunidas uma boa parte de literatura e revistas acadêmicas sobre a temática de gênero. É um site sério apoiado pelo IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro. Mas não é só isso, tem outras indicações sobre poesia, literatura etc. Com certeza vale a pena conferir.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fahrenheit 451: a temperatura em que o papel queima

BRADBURY, Ray. Fahrenheit 451. São Paulo: Ed. Globo, 2003.

Ray Bradbury, escritor americano (1920), alcançou sucesso basicamente em 1950, com suas Crônicas Marcianas. Embora não seja um bestseller, Bradbury tem um alto conceito nos meios literário, educacional e de entretenimento dos Estados Unidos como "consultor de idéias", dramaturgo, poeta e ensaísta. Atua também como roteirista de cinema desde 1953, tendo recebido um Oscar pelo roteiro de Moby Dick, filme dirigido por John Huston (? - 1987).

Fahrenheit 451 (1953), que se chamaria The Fire Man, nos fala de um mundo onde os livros foram abolidos, sendo proibido até possuí-los. As pessoas se contentam em passar os dias vendo programas de televisão - cujos aparelhos ocupam as quatro paredes dos cômodos da sala de estar - e seu único interesse é comentar os programas, novelas ou comerciais, cantando seus jingles e seus bordões em todos os lugares, metrô, praças e onde quer que vão [não sei, mas ultimamente tenho ouvido exatamente isso sobre o BBB]. Esses jingles são daquele tipo de música que se fixam em nossas cabeças e não conseguimos desligar – alguma semelhança com nossa cultura atual?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Para os amantes da literatura...

compartilho esse post no blog .COM PROSA que mostra o documentário Literatura sem bijouterias, apresentado pela tv Escola, sobre Graciliano Ramos, um dos meus conterrâneos que deram orgulho de ser paraibano. Enquanto outros...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Livros

Um dos gêneros literários que gosto, quando bem escrito e quando a vida é bem vivida, é memória, biografia. É impressionante quantas vidas foram construídas com tanto significado, sacrifício, alegrias e tristezas. Uma boa sugestão é o livro Desilusões de um americano, de Siri Hustvedt.

A escritora é americana, porém, descendente direta de imigrantes noruegueses e está em seu quarto romance, no qual "cria uma história muito pessoal, em que ficção e realidade se misturam livremente, gerando na mente do leitor uma sensação da mais abrangente intimidade. Construindo a narrativa com enganadora simplicidade, Hustvedt desdobra com maestria os atos e pensamentos de seus personagens de maneira a iluminar os desvãos nem sempre amenos da mente humana."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Novidade

O Library Thing, site de troca de sugestões de leitura, semelhante ao GoodReads, agora está em português. Cliquem no nome para verificar. É legal!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Trocando Livros

Um ótimo site para quem ainda é um leitor de livros, todos os tipos, é o Trocando Livros. Você adiciona os livros que você quer trocar e será informado por email quando um outro usuário se interessar por algum livro da sua lista. Você envia o livro para este usuário (pelo correio) e confirma o envio no site para ganhar 1 crédito. Com este crédito você poderá solicitar qualquer livro disponível no Trocando Livros. 1 Crédito = 1 Livro.

Já fiz minha primeira troca. É ótimo. Existem livros que ficam mofando na nossa estante e sempre temos pena de passá-los adiante, achando que ainda vamos lê-lo uma outra vez. Será que isso realmente acontece? Quantos livros assim, você tem na sua estante. Eu aprendi que nunca relerei meus livros, pois sempre estarei interessada em um lançamento, ou mesmo um livro antigo que ganhou uma nova edição. Assim, através do Trocando Livros terei sempre livros novos (essa é uma exigência, que os livros estejam sempre em excelente estado) pelo valor de uma postagem de correio.

Espero que vocês gostem da dica.

"Nós acabamos de elegar um papa feminino." —Cardinal Alessandro Bichi, 1644






"Nós acabamos de elegar um papa feminino."
—Cardinal Alessandro Bichi, 1644


Hoje a Igreja Católica Romana afirma firmemente que as mulheres devem ser excluídas das posições de liderança da igreja, mas eles esquecem de dizer que por uma década do século XVII, uma mulher dirigiu, não oficialmente, mas de forma aberta, o Vaticano. Agora, Eleanor Herman expõe um dos maiores segredos da Igreja Católica, mostrando fatos que foram ocultados por 350 anos.


De 1644 até 1655, Olimpia Maidalchini, cunhada e amante do Papa Inocêncio X, dirigiu os negócios do Vaticano, nomeou cardeais, negociou com embaixadores estrangeiros, e amealhou para si uma parte do tesouro do estado papal. Diferentemente do Papa João do séc. XIX, cuja vida está envolta em mistério, a história de Olimpia está documentada em milhares de cartas, notícias e despachos diplomáticos.


Sabendo da dependência quase absoluta do Papa Inocêncio em relação a sua cunhada, o Cardeal Alessandro Bichi declarou raivosamente no dia da eleição de Inocêncio, "Nós acabamos de eleger um papa feminino." Os romanos penduraram faixas nas igrejas chamando-a de Papa Olimpia I. O cardeal Sforza Pallavicino deplorou a "poder monstruoso de uma mulher no Vaticano." Um contemporâneo escreveu que as mulheres que as mulheres deveriam também se tornar padres, uma vez que uma delas já foi papa.


Nascida em circunstâncias modestas, Olimpia quase foi forçada a entrar em um convento com a idade de 15 anos devido à falta de dote. Ela usou da esperteza para escapar, e jurou nunca ser pobre e indefesa novamente. Durante sua vida, Olimpia vingou-se de qualquer um que tentou aprisiona-la ou retirar seu poder. Mas sua vingança em relação ao papa que a amou ficou reservada para depois de sua morte...


No séc. XVII, Roma era o orgulho do mundo na arte mais gloriosa e no espetáculo, mas também sofria com a fome, enchentes, devastação de florestas e peste bubônica. O mundo de Olimpia era cleptocrático; todos, desde o servo mais baixo até o parente mais nobre do papa roubava desavergonhadamente tanto quanto possível. O nepotismo era declarado e os papas gastavam grandes somas e bens para seus sobrinhos ao invés de ajudar os pobres. Os pontífices mortos eram deixados nus no chão do Vaticano porque seus servos roubavam a cama e pilhavam o corpo. A Senhora do Vaticano traz para a vida não apenas a mulher e a igreja, mas toda uma civilização em toda a sua grandeza... e em toda a sua ignomínia.

O passeio do cético



O passeio do cético, interessante livro publicado pela Martins Fontes. A resenha diz: Henri Lefebvre afirma que 'O passeio do cético' é um diálogo a várias vozes, ou uma série de diálogos de Diderot consigo mesmo, entre Diderot e seu tempo, entre Diderot e as tendências contraditórias de seu tempo. E ele hesita, oscila entre elas. De confrontação em confrontação, a natureza perde pouco a pouco aos seus olhos a marca divina. 'O passeio do cético', por si mesmo, convida à leitura, e pelo leque de temas filosóficos e a vivacidade com que os discute, convida também à leitura das obras posteriores do enciclopedista.