Aos meus caros seguidores do Faxina da Memória. Este blog será brevemente desativado e o meu novo Depósito de Lembranças (clique para ser redirecionado), contém todos os posts do Faxina, só que está crescendo dia-a-dia. Se vocês quiserem me seguir neste outro blog ficarei imensamente feliz.
Um grande abraço a todos!
Esta é a versão 2.0 do blog, onde posso compartilhar as coisas que eu gosto. Divertir-me um pouco no meio da seriedade do cotidiano. Aqui vou me permitir falar bobagens, ou coisas sérias, comentar, opinar... A qualquer pessoa é permitido expressar opiniões e enriquecer esse espaço e colaborar para o nosso crescimento.
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terça-feira, 9 de março de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ainda algumas memórias frutíferas
Tem algumas coisas da natureza, que se não apreciamos pelo sabor, podemos muito bem apreciar pelo olhar. As pitangas são uma delas. O vermelho contrasta com o verde das folhas - estão em lados opostos no círculo de cores. E para quem gosta do que é agridoce não há igual. E típica do nosso Brasil.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Memórias frutíferas
Se tem uma coisa que morro de saudade da minha infância, e que as crianças de hoje não têm mais quase o privilégio, é de ter vivido em um lugar que tinha muito lugar para correr, esconder-se e brincar todo tipo de brincadeira ao ar livre.
As bananeiras ainda existem, mas estão bem fraquinhas.
Fui criada em um bairro, que ainda estava em formação e havia muitos terrenos ainda sem muro, cercas e uma casa aqui outra acolá. Mas o que dava gosto mesmo eram as fruteiras. João Pessoa sempre foi uma cidade de muitas fruteiras. O desenvolvimento urbano só fez acabar com elas e, mesmo assim, em algumas ruas elas ainda servem de arborização.
No lugar de algumas fruteiras, temos um pé de pau brasil
que nessa época do ano fica florido e cheiroso.
Na casa onde eu morava, onde até hoje mora minha mãe, tínhamos todos os tipos de fruteiras: goiabeira, mangueira, pés de pinha, bananeiras, abacateiro, pitangueira, cajueiro, limoeiro, pé de sapoti, coqueiros, limoeiros e chegamos a ter até uma laranjeira - que em toda sua vida só deu uma laranja rsrsrs.
Ao longo dos anos as frutas mudaram, porque os pés ficavam velhos e tinham que ser arrancados, mas até hoje ainda podemos desfrutar - êta palavrinha apropriada rsrsrs - do que o nosso quintal nos fornece.
No lugar da goiabeira, temo araçá, que é da mesma família
só que bem pequena, dá em cachos e é meio azedinha.
Estamos também em plena safra de seriguela. Hmmm é muito bom comer à sombra do pé.
A pinha, ata ou fruta-do-conde era tanta que até
hoje eu não faço mais questão de comer, pois enjoei.
E finalmente, o pé de sapoti, que dá grande parte da sombra do nosso quintal hoje.
São essas e outras coisas que me fazem falta quando estou distante de casa. A tranquilidade, o espaço para meus cachorros vagarem livremente sem ter que vigiá-los todo o tempo.
E acho que Baby é meio budista, ela leva uma vida contemplativa rsrsrs.
Houve um tempo também que a família armava as redes debaixo da mangueira. Meu pai ouvia rádio de ondas curtas. Ainda me lembro da Deutche Welle, Rádio Voz da América e ainda Rádio Tirana, da Albânia, que transmitiam, todas em português, e ficávamos sabendo coisas de terras distantes. Bem, hoje tem a internet, mas tudo na memória tem um gostinho diferente...
sábado, 23 de janeiro de 2010
Coleções
Tem umas coisas que a gente coleciona ao longo dos anos. Eu particularmente junto muitas coisas desnecessárias, que quando embaladas não se dá por falta delas... é aí que vemos o quanto são inúteis. No entanto, é penoso desfazer-se delas, mesmo assim repassamos para alguém que goste ou precise, pois assim elas terão um destino mais nobre do que o que teriam em nossas mãos.
Às vezes, nossa vida pode ser um brechó - gosto da idéia, mesmo que esteja meio em desuso nos dias de hoje. Quando fazia universidade, eu e algumas colegas organizávamos brechós. Levávamos roupas, sapatos, bolsas, objetos de uso pessoal e vendíamos a preços módicos umas para as outras. Era um pretexto para nos reunirmos e comer salgadinho com refrigerante ou cerveja e colocar as fofocas em dia. Hoje, as pessoas não querem coisas usadas, mas quando as compram novas nem sempre as usam. Por isso a reciclagem é algo para poucas pessoas de imaginação. O reuso das coisas exige criatividade, ver em um objeto outra coisa.
Quando adolescente eu observava meu pai juntar muitas coisas na rua... pregos, porcas, parafusos, pedaços de arame, pedaços de cano e assim por diante. Juntava até embalagens de balas, chocolates e outros papéis brilhosos e cacos de vidros coloridos, e disso, me fez um caleidoscópio que eu adorava. Eu perguntava, por que o senhor junta tanto lixo? Ele dizia: - Um dia posso precisar. E realmente, quando ele queria fazer um conserto sempre tinha uma pecinha que servia. Eu herdei muito disso nele, exceto catar as coisas no meio da rua :).
Mas gosto de saber consertar, reaproveitar, dar novos usos, remodelar. Pena que, por força da profissão, não tenha tempo para isso. Acho que poderia facilmente viver de artesanato. Mas só se fosse em um lugar como Penedo/RJ ou Visconde de Mauá, lugar de refúgio dos bichos-grilos dos anos 1960 e 1970, quando ainda existiam os hippies. Lá porém, o artesanato não é grosseiro, é arte. Mas gostaria de morar em um lugar como esse, ou o sul de Minas Gerais. Terras simples e criativas, cujos artesãos orgulham-se de fazer bem feito e bonito aos olhos, gostoso ao paladar.
Bem, mas falo tudo isso para colocar neste blog uma pequena coleção de trechos de poesias, poesias completas, máximas e frases - coleção - que gosto e que acumulei durante os anos. Nos momentos em que as recolhi tinha um profundo significado para mim e que gostaria de compartilhar com meus - poucos - leitores.
Às vezes, nossa vida pode ser um brechó - gosto da idéia, mesmo que esteja meio em desuso nos dias de hoje. Quando fazia universidade, eu e algumas colegas organizávamos brechós. Levávamos roupas, sapatos, bolsas, objetos de uso pessoal e vendíamos a preços módicos umas para as outras. Era um pretexto para nos reunirmos e comer salgadinho com refrigerante ou cerveja e colocar as fofocas em dia. Hoje, as pessoas não querem coisas usadas, mas quando as compram novas nem sempre as usam. Por isso a reciclagem é algo para poucas pessoas de imaginação. O reuso das coisas exige criatividade, ver em um objeto outra coisa.
Quando adolescente eu observava meu pai juntar muitas coisas na rua... pregos, porcas, parafusos, pedaços de arame, pedaços de cano e assim por diante. Juntava até embalagens de balas, chocolates e outros papéis brilhosos e cacos de vidros coloridos, e disso, me fez um caleidoscópio que eu adorava. Eu perguntava, por que o senhor junta tanto lixo? Ele dizia: - Um dia posso precisar. E realmente, quando ele queria fazer um conserto sempre tinha uma pecinha que servia. Eu herdei muito disso nele, exceto catar as coisas no meio da rua :).
Mas gosto de saber consertar, reaproveitar, dar novos usos, remodelar. Pena que, por força da profissão, não tenha tempo para isso. Acho que poderia facilmente viver de artesanato. Mas só se fosse em um lugar como Penedo/RJ ou Visconde de Mauá, lugar de refúgio dos bichos-grilos dos anos 1960 e 1970, quando ainda existiam os hippies. Lá porém, o artesanato não é grosseiro, é arte. Mas gostaria de morar em um lugar como esse, ou o sul de Minas Gerais. Terras simples e criativas, cujos artesãos orgulham-se de fazer bem feito e bonito aos olhos, gostoso ao paladar.
Bem, mas falo tudo isso para colocar neste blog uma pequena coleção de trechos de poesias, poesias completas, máximas e frases - coleção - que gosto e que acumulei durante os anos. Nos momentos em que as recolhi tinha um profundo significado para mim e que gostaria de compartilhar com meus - poucos - leitores.
Roubo de fogos
Minha gente, uma coisa inédita aconteceu nesse ano novo aqui em João Pessoa. Estávamos todos na praia, aguardando o show pirotécnico antes do show de Zeca Baleiro, quando o mestre de cerimônias entrou para dar um aviso. Disse ele que tinha péssimas notícias e logo entramos em pânico pensando que a razão de estarmos todos na praia, de pés descalços, sentados na areia, não tinha vindo fazer as honrarias.
Meu Deus!!! Zeca Baleiro nos deu o bolo. Mas que nada, o cara vinha nos avisar que vândalos haviam roubado a balsa que estava com meia tonelada de fogos, para pipocar na passagem de 2007, havia sido roubada.
Fato inédito, bem observado por um transeunte que disse: -- Já vi roubarem tudo na vida, mas é a primeira vez que vejo roubarem fogos. Pois é, apesar a atração principal ter vindo e ter dado um ótimo show, a passagem do Ano ficou até um pouco sem sal. Todos gostamos de brindar ao som do espocar dos fogos de artifício. Os namorados se beijam, os amigos se abraçam, tudo ao som dessa trilha sonora tão própria à passagem de ano. Mas que pena, não tivemos isso esse ano. Bem, mas o que importa mesmo é a diversão e, depois da frustração, jogamos nossas sandálias pra cima e entramos no ritmo do Zeca, que fez uma belíssima homenagem aos artistas paraibanos.
Logo após veio o show de Totonho e os Cabras, um artista local, que também deu uma palhinha junto com Zeca e finalmente para entrar na madrugada, amanhecendo com a Orquestra de Frevo. Foi uma noite muito legal, praia lotada, gente calma sem brigas, só muito reggae, carimbó e depois os pés doídos.
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Sabadão
Hoje é sábado. Dia de faxina e, especialmente, dia de algumas mudanças na minha casa. Casa significa conforto, aconchego... nos fins de semana ou quando se chega cansado do trabalho, seu único pensamento é uma rede numa varanda pra relaxar e pensar na vida. Não necessariamente nessa ordem.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Estação das Artes

Esta foto é parte da antiga Mossoró. A estação de trens que antes cortava toda a cidade e agora... puxa, que transformação. Ela tornou-se a Estação das Artes, que talvez ante um pouco carente do que lhe dá o nome. Mas é um espaço bonito, melhorado, valorizado. E fica perto do Teatro Municipal Dixuit Rosado, no de um membro de uma familia tradicional do local e, como gostam de dizer os da oposição, da "oligarquia". Mudam os tempos, mas não muda a linguagem, nem mesmo daqueles que querem mudar os tempos. É um espaço bonito, porém sem vida durante os dias. Isso talvez se explique devido ao clima quente da cidade. Sente-se falta das árvores que aliviam os passantes, que convidam a uma conversa, a uma pausa durante o dia. Mossoró, uma cidade carente de árvores.

Igreja da Guia (Lucena - PB)
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terça-feira, 9 de março de 2010
A faxina acabou
Aos meus caros seguidores do Faxina da Memória. Este blog será brevemente desativado e o meu novo Depósito de Lembranças (clique para ser redirecionado), contém todos os posts do Faxina, só que está crescendo dia-a-dia. Se vocês quiserem me seguir neste outro blog ficarei imensamente feliz.
Um grande abraço a todos!
Um grande abraço a todos!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ainda algumas memórias frutíferas
Tem algumas coisas da natureza, que se não apreciamos pelo sabor, podemos muito bem apreciar pelo olhar. As pitangas são uma delas. O vermelho contrasta com o verde das folhas - estão em lados opostos no círculo de cores. E para quem gosta do que é agridoce não há igual. E típica do nosso Brasil.
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pensamentos,
sensações
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Memórias frutíferas
Se tem uma coisa que morro de saudade da minha infância, e que as crianças de hoje não têm mais quase o privilégio, é de ter vivido em um lugar que tinha muito lugar para correr, esconder-se e brincar todo tipo de brincadeira ao ar livre.
As bananeiras ainda existem, mas estão bem fraquinhas.
Fui criada em um bairro, que ainda estava em formação e havia muitos terrenos ainda sem muro, cercas e uma casa aqui outra acolá. Mas o que dava gosto mesmo eram as fruteiras. João Pessoa sempre foi uma cidade de muitas fruteiras. O desenvolvimento urbano só fez acabar com elas e, mesmo assim, em algumas ruas elas ainda servem de arborização.
No lugar de algumas fruteiras, temos um pé de pau brasil
que nessa época do ano fica florido e cheiroso.
Na casa onde eu morava, onde até hoje mora minha mãe, tínhamos todos os tipos de fruteiras: goiabeira, mangueira, pés de pinha, bananeiras, abacateiro, pitangueira, cajueiro, limoeiro, pé de sapoti, coqueiros, limoeiros e chegamos a ter até uma laranjeira - que em toda sua vida só deu uma laranja rsrsrs.
Ao longo dos anos as frutas mudaram, porque os pés ficavam velhos e tinham que ser arrancados, mas até hoje ainda podemos desfrutar - êta palavrinha apropriada rsrsrs - do que o nosso quintal nos fornece.
No lugar da goiabeira, temo araçá, que é da mesma família
só que bem pequena, dá em cachos e é meio azedinha.
Estamos também em plena safra de seriguela. Hmmm é muito bom comer à sombra do pé.
A pinha, ata ou fruta-do-conde era tanta que até
hoje eu não faço mais questão de comer, pois enjoei.
E finalmente, o pé de sapoti, que dá grande parte da sombra do nosso quintal hoje.
São essas e outras coisas que me fazem falta quando estou distante de casa. A tranquilidade, o espaço para meus cachorros vagarem livremente sem ter que vigiá-los todo o tempo.
E acho que Baby é meio budista, ela leva uma vida contemplativa rsrsrs.
Houve um tempo também que a família armava as redes debaixo da mangueira. Meu pai ouvia rádio de ondas curtas. Ainda me lembro da Deutche Welle, Rádio Voz da América e ainda Rádio Tirana, da Albânia, que transmitiam, todas em português, e ficávamos sabendo coisas de terras distantes. Bem, hoje tem a internet, mas tudo na memória tem um gostinho diferente...
sábado, 23 de janeiro de 2010
Coleções
Tem umas coisas que a gente coleciona ao longo dos anos. Eu particularmente junto muitas coisas desnecessárias, que quando embaladas não se dá por falta delas... é aí que vemos o quanto são inúteis. No entanto, é penoso desfazer-se delas, mesmo assim repassamos para alguém que goste ou precise, pois assim elas terão um destino mais nobre do que o que teriam em nossas mãos.
Às vezes, nossa vida pode ser um brechó - gosto da idéia, mesmo que esteja meio em desuso nos dias de hoje. Quando fazia universidade, eu e algumas colegas organizávamos brechós. Levávamos roupas, sapatos, bolsas, objetos de uso pessoal e vendíamos a preços módicos umas para as outras. Era um pretexto para nos reunirmos e comer salgadinho com refrigerante ou cerveja e colocar as fofocas em dia. Hoje, as pessoas não querem coisas usadas, mas quando as compram novas nem sempre as usam. Por isso a reciclagem é algo para poucas pessoas de imaginação. O reuso das coisas exige criatividade, ver em um objeto outra coisa.
Quando adolescente eu observava meu pai juntar muitas coisas na rua... pregos, porcas, parafusos, pedaços de arame, pedaços de cano e assim por diante. Juntava até embalagens de balas, chocolates e outros papéis brilhosos e cacos de vidros coloridos, e disso, me fez um caleidoscópio que eu adorava. Eu perguntava, por que o senhor junta tanto lixo? Ele dizia: - Um dia posso precisar. E realmente, quando ele queria fazer um conserto sempre tinha uma pecinha que servia. Eu herdei muito disso nele, exceto catar as coisas no meio da rua :).
Mas gosto de saber consertar, reaproveitar, dar novos usos, remodelar. Pena que, por força da profissão, não tenha tempo para isso. Acho que poderia facilmente viver de artesanato. Mas só se fosse em um lugar como Penedo/RJ ou Visconde de Mauá, lugar de refúgio dos bichos-grilos dos anos 1960 e 1970, quando ainda existiam os hippies. Lá porém, o artesanato não é grosseiro, é arte. Mas gostaria de morar em um lugar como esse, ou o sul de Minas Gerais. Terras simples e criativas, cujos artesãos orgulham-se de fazer bem feito e bonito aos olhos, gostoso ao paladar.
Bem, mas falo tudo isso para colocar neste blog uma pequena coleção de trechos de poesias, poesias completas, máximas e frases - coleção - que gosto e que acumulei durante os anos. Nos momentos em que as recolhi tinha um profundo significado para mim e que gostaria de compartilhar com meus - poucos - leitores.
Às vezes, nossa vida pode ser um brechó - gosto da idéia, mesmo que esteja meio em desuso nos dias de hoje. Quando fazia universidade, eu e algumas colegas organizávamos brechós. Levávamos roupas, sapatos, bolsas, objetos de uso pessoal e vendíamos a preços módicos umas para as outras. Era um pretexto para nos reunirmos e comer salgadinho com refrigerante ou cerveja e colocar as fofocas em dia. Hoje, as pessoas não querem coisas usadas, mas quando as compram novas nem sempre as usam. Por isso a reciclagem é algo para poucas pessoas de imaginação. O reuso das coisas exige criatividade, ver em um objeto outra coisa.
Quando adolescente eu observava meu pai juntar muitas coisas na rua... pregos, porcas, parafusos, pedaços de arame, pedaços de cano e assim por diante. Juntava até embalagens de balas, chocolates e outros papéis brilhosos e cacos de vidros coloridos, e disso, me fez um caleidoscópio que eu adorava. Eu perguntava, por que o senhor junta tanto lixo? Ele dizia: - Um dia posso precisar. E realmente, quando ele queria fazer um conserto sempre tinha uma pecinha que servia. Eu herdei muito disso nele, exceto catar as coisas no meio da rua :).
Mas gosto de saber consertar, reaproveitar, dar novos usos, remodelar. Pena que, por força da profissão, não tenha tempo para isso. Acho que poderia facilmente viver de artesanato. Mas só se fosse em um lugar como Penedo/RJ ou Visconde de Mauá, lugar de refúgio dos bichos-grilos dos anos 1960 e 1970, quando ainda existiam os hippies. Lá porém, o artesanato não é grosseiro, é arte. Mas gostaria de morar em um lugar como esse, ou o sul de Minas Gerais. Terras simples e criativas, cujos artesãos orgulham-se de fazer bem feito e bonito aos olhos, gostoso ao paladar.
Bem, mas falo tudo isso para colocar neste blog uma pequena coleção de trechos de poesias, poesias completas, máximas e frases - coleção - que gosto e que acumulei durante os anos. Nos momentos em que as recolhi tinha um profundo significado para mim e que gostaria de compartilhar com meus - poucos - leitores.
Roubo de fogos
Minha gente, uma coisa inédita aconteceu nesse ano novo aqui em João Pessoa. Estávamos todos na praia, aguardando o show pirotécnico antes do show de Zeca Baleiro, quando o mestre de cerimônias entrou para dar um aviso. Disse ele que tinha péssimas notícias e logo entramos em pânico pensando que a razão de estarmos todos na praia, de pés descalços, sentados na areia, não tinha vindo fazer as honrarias.
Meu Deus!!! Zeca Baleiro nos deu o bolo. Mas que nada, o cara vinha nos avisar que vândalos haviam roubado a balsa que estava com meia tonelada de fogos, para pipocar na passagem de 2007, havia sido roubada.
Fato inédito, bem observado por um transeunte que disse: -- Já vi roubarem tudo na vida, mas é a primeira vez que vejo roubarem fogos. Pois é, apesar a atração principal ter vindo e ter dado um ótimo show, a passagem do Ano ficou até um pouco sem sal. Todos gostamos de brindar ao som do espocar dos fogos de artifício. Os namorados se beijam, os amigos se abraçam, tudo ao som dessa trilha sonora tão própria à passagem de ano. Mas que pena, não tivemos isso esse ano. Bem, mas o que importa mesmo é a diversão e, depois da frustração, jogamos nossas sandálias pra cima e entramos no ritmo do Zeca, que fez uma belíssima homenagem aos artistas paraibanos.
Logo após veio o show de Totonho e os Cabras, um artista local, que também deu uma palhinha junto com Zeca e finalmente para entrar na madrugada, amanhecendo com a Orquestra de Frevo. Foi uma noite muito legal, praia lotada, gente calma sem brigas, só muito reggae, carimbó e depois os pés doídos.
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lugares,
memória
Sabadão
Hoje é sábado. Dia de faxina e, especialmente, dia de algumas mudanças na minha casa. Casa significa conforto, aconchego... nos fins de semana ou quando se chega cansado do trabalho, seu único pensamento é uma rede numa varanda pra relaxar e pensar na vida. Não necessariamente nessa ordem.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Estação das Artes

Esta foto é parte da antiga Mossoró. A estação de trens que antes cortava toda a cidade e agora... puxa, que transformação. Ela tornou-se a Estação das Artes, que talvez ante um pouco carente do que lhe dá o nome. Mas é um espaço bonito, melhorado, valorizado. E fica perto do Teatro Municipal Dixuit Rosado, no de um membro de uma familia tradicional do local e, como gostam de dizer os da oposição, da "oligarquia". Mudam os tempos, mas não muda a linguagem, nem mesmo daqueles que querem mudar os tempos. É um espaço bonito, porém sem vida durante os dias. Isso talvez se explique devido ao clima quente da cidade. Sente-se falta das árvores que aliviam os passantes, que convidam a uma conversa, a uma pausa durante o dia. Mossoró, uma cidade carente de árvores.

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