Esta é a versão 2.0 do blog, onde posso compartilhar as coisas que eu gosto. Divertir-me um pouco no meio da seriedade do cotidiano. Aqui vou me permitir falar bobagens, ou coisas sérias, comentar, opinar... A qualquer pessoa é permitido expressar opiniões e enriquecer esse espaço e colaborar para o nosso crescimento.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ainda algumas memórias frutíferas
Tem algumas coisas da natureza, que se não apreciamos pelo sabor, podemos muito bem apreciar pelo olhar. As pitangas são uma delas. O vermelho contrasta com o verde das folhas - estão em lados opostos no círculo de cores. E para quem gosta do que é agridoce não há igual. E típica do nosso Brasil.
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domingo, 31 de janeiro de 2010
A tolice generalizada no twitter
No início achei o twitter uma ótima ferramenta para divulgar as coisas que eu achava interessantes e queria compartilhar com outras pessoas. Comecei a seguir notícias, colunistas de jornal, ONGs, algumas instituições e estava tubo bem. Até que entrou em cena umas ferramentas para ver quem conseguia mais followers. Isso estragou totalmente meu twitter. Não consigo mais acompanhar as notícias que me interessam porque os adolescentes só RT essas ferramentas, ou porque dizem coisas como "estou entediado", "vou almoçar", "não consigo dormir", "bom dia", "boa tarde", "boa noite queridossssss". Assim não dá. Já tentei unfollow vários, mas a velocidade com que eles lhe adicionam é tal que você teria que dedicar sua vida a excluí-los. Pessoas que seria interessante trocar um diálogo, simplesmente não lhe respondem, talvez pensando que você faça parte daquela imensa nuvem de imbecilidades. Portanto, me pergunto agora, apago meu twitter? Faço outro, esperando que a mesma coisa não aconteça? Será que existe um twitter para pessoas mais maduras? Ou o universo é composto de adolescentes que não têm nada a dizer? OMG.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Memórias frutíferas
Se tem uma coisa que morro de saudade da minha infância, e que as crianças de hoje não têm mais quase o privilégio, é de ter vivido em um lugar que tinha muito lugar para correr, esconder-se e brincar todo tipo de brincadeira ao ar livre.
As bananeiras ainda existem, mas estão bem fraquinhas.
Fui criada em um bairro, que ainda estava em formação e havia muitos terrenos ainda sem muro, cercas e uma casa aqui outra acolá. Mas o que dava gosto mesmo eram as fruteiras. João Pessoa sempre foi uma cidade de muitas fruteiras. O desenvolvimento urbano só fez acabar com elas e, mesmo assim, em algumas ruas elas ainda servem de arborização.
No lugar de algumas fruteiras, temos um pé de pau brasil
que nessa época do ano fica florido e cheiroso.
Na casa onde eu morava, onde até hoje mora minha mãe, tínhamos todos os tipos de fruteiras: goiabeira, mangueira, pés de pinha, bananeiras, abacateiro, pitangueira, cajueiro, limoeiro, pé de sapoti, coqueiros, limoeiros e chegamos a ter até uma laranjeira - que em toda sua vida só deu uma laranja rsrsrs.
Ao longo dos anos as frutas mudaram, porque os pés ficavam velhos e tinham que ser arrancados, mas até hoje ainda podemos desfrutar - êta palavrinha apropriada rsrsrs - do que o nosso quintal nos fornece.
No lugar da goiabeira, temo araçá, que é da mesma família
só que bem pequena, dá em cachos e é meio azedinha.
Estamos também em plena safra de seriguela. Hmmm é muito bom comer à sombra do pé.
A pinha, ata ou fruta-do-conde era tanta que até
hoje eu não faço mais questão de comer, pois enjoei.
E finalmente, o pé de sapoti, que dá grande parte da sombra do nosso quintal hoje.
São essas e outras coisas que me fazem falta quando estou distante de casa. A tranquilidade, o espaço para meus cachorros vagarem livremente sem ter que vigiá-los todo o tempo.
E acho que Baby é meio budista, ela leva uma vida contemplativa rsrsrs.
Houve um tempo também que a família armava as redes debaixo da mangueira. Meu pai ouvia rádio de ondas curtas. Ainda me lembro da Deutche Welle, Rádio Voz da América e ainda Rádio Tirana, da Albânia, que transmitiam, todas em português, e ficávamos sabendo coisas de terras distantes. Bem, hoje tem a internet, mas tudo na memória tem um gostinho diferente...
sábado, 23 de janeiro de 2010
Visual 2010
Após tentar modificar o layout do meu antigo blog "A vida é uma teia", descobri que o menor vacilo nos códigos XML gera o caos. Por sorte, consegui salvar grande parte do arquivo de postagens antigo e, literalmente, fazer uma faxina, escolhendo apenas meus preferidos para colocar nesse novo visual. Espero que gostem e espero também ter um maior número de seguidores.
Dominguinho
Hoje é um dia que tenho passado a valorizar cada vez mais. O domingo que antes era sinônimo de tédio, solidão, para mim hoje, retirando-se o tédio, a solidão é bem vinda. A vida sendo levada nessa correria, sem tempo para você mesmo ou de fazer coisas prazerosas não tem muito sentido. Por isso, curtir um domingo em casa, lendo, vendo um pouco de tv [lógico que não a tv aberta], ouvindo só o silencio é D+.
Dia preguiçoso
Ontem foi o dia mais preguiçoso deste ano. Dias que são assim... feitos pra morgar um pouco, ficar deitado na cama lendo a literatura que estava guardada há muito.
Mas existem outras atividades que são boas também de fazer. Ler os feeds acumulados por falta de tempo e procurar por feeds novos que a gente sabe que no nosso dia a dia não vai ter tempo de ler também. Uma boa invenção essa coisa de Feeds, nos poupa de ficar derivando de uma página para outra da internet. Alimentamos apenas aquelas informações que nos interessam, sejam elas técnicas, de entretenimento ou notícias. Podemos também ler nossos blogs offline e acrescentar blogs de pessoas interessantes. Melhor do que isso, só outra novidade na internet que são os VoIP (Voice over IP). Os telefones via IP que estão barateando nossas contas de telefone. Realmente espero que essas boas novas proliferem daqui pra frente.
Mas existem outras atividades que são boas também de fazer. Ler os feeds acumulados por falta de tempo e procurar por feeds novos que a gente sabe que no nosso dia a dia não vai ter tempo de ler também. Uma boa invenção essa coisa de Feeds, nos poupa de ficar derivando de uma página para outra da internet. Alimentamos apenas aquelas informações que nos interessam, sejam elas técnicas, de entretenimento ou notícias. Podemos também ler nossos blogs offline e acrescentar blogs de pessoas interessantes. Melhor do que isso, só outra novidade na internet que são os VoIP (Voice over IP). Os telefones via IP que estão barateando nossas contas de telefone. Realmente espero que essas boas novas proliferem daqui pra frente.
Sabadão
Hoje é sábado. Dia de faxina e, especialmente, dia de algumas mudanças na minha casa. Casa significa conforto, aconchego... nos fins de semana ou quando se chega cansado do trabalho, seu único pensamento é uma rede numa varanda pra relaxar e pensar na vida. Não necessariamente nessa ordem.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Tibau
Hoje é dia de Tiradentes e, como sempre, Mossoró está um deserto. Tentei trabalhar, tentei navegar na internet, mas até esta estava uma pasmaceira. Resolvi ir ao centro da cidade, mas... para quê? Não tem ninguém lá. Então lembrei que eu e minha mãe podíamos ir a Tibau. Segundo outdoor da prefeitura local, "a praia de Mossoró". Afinal, a praia está ali, há apenas meia hora de carro.
Fazia 56 anos que minha mãe tinha ido a Tibau pela última vez. Nesse tempo ainda cheia de morros de areia colorida para fazer aquelas garrafinhas com desenhos.
Tibau se localiza na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. Segundo a maioria das pessoas, a melhor praia é a do lado cearense, pois é mais tranqüila. Bem... fomos! Embora não fizesse tanto tempo que eu havia estado lá, também me surpreendi. Não tanto pelo centro da cidade em si, pois continua o mesmo. No entanto, a parte dos "ricos", ou seja, aquela que se prolonga para o lado do RN em direção à cidade de Grossos, está totalmente modificada. Inúmeras construções novas e, pasmem, CONDOMÍNIOS FECHADOS à beira-mar! Isso foi o que mais me espantou. Muitos condomínios. Se eu fiquei surpresa, imagine D. Ivone. Ela simplesmente não tirava a mão da boca, acho que para não deixar o queixo cair.
Às vezes nos perguntamos: - afinal, para onde vai todo o dinheiro de Mossoró? Esse que é ganho com a riqueza do petróleo, com o sal e com a fruticultura? Bem, hoje descobri. Está sendo aplicado em imóveis na praia. No entanto, fiquei lamentando que Tibau esteja crescendo de forma completamente desordenada, até irresponsável. Sem uma preocupação com o meio ambiente ou - para quem nem tá aí pra meio ambiente - mesmo com uma organização das praias. A desorganização é uma constante. As construções são feitas à toa, criando, muitas vezes, apenas becos que dão acesso à praia. Uma pena, poderia ser uma bonita cidade, atraente ao turismo já que tem praias amplas e planas, com muito espaço. Cedeu, entretanto, à ganância dos empreiteiros, políticos e proprietários de terra que só vêem o lucro imediato. Realmente uma pena.
Fazia 56 anos que minha mãe tinha ido a Tibau pela última vez. Nesse tempo ainda cheia de morros de areia colorida para fazer aquelas garrafinhas com desenhos.
Tibau se localiza na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. Segundo a maioria das pessoas, a melhor praia é a do lado cearense, pois é mais tranqüila. Bem... fomos! Embora não fizesse tanto tempo que eu havia estado lá, também me surpreendi. Não tanto pelo centro da cidade em si, pois continua o mesmo. No entanto, a parte dos "ricos", ou seja, aquela que se prolonga para o lado do RN em direção à cidade de Grossos, está totalmente modificada. Inúmeras construções novas e, pasmem, CONDOMÍNIOS FECHADOS à beira-mar! Isso foi o que mais me espantou. Muitos condomínios. Se eu fiquei surpresa, imagine D. Ivone. Ela simplesmente não tirava a mão da boca, acho que para não deixar o queixo cair.
Às vezes nos perguntamos: - afinal, para onde vai todo o dinheiro de Mossoró? Esse que é ganho com a riqueza do petróleo, com o sal e com a fruticultura? Bem, hoje descobri. Está sendo aplicado em imóveis na praia. No entanto, fiquei lamentando que Tibau esteja crescendo de forma completamente desordenada, até irresponsável. Sem uma preocupação com o meio ambiente ou - para quem nem tá aí pra meio ambiente - mesmo com uma organização das praias. A desorganização é uma constante. As construções são feitas à toa, criando, muitas vezes, apenas becos que dão acesso à praia. Uma pena, poderia ser uma bonita cidade, atraente ao turismo já que tem praias amplas e planas, com muito espaço. Cedeu, entretanto, à ganância dos empreiteiros, políticos e proprietários de terra que só vêem o lucro imediato. Realmente uma pena.
Henfil... que saudade!
É bom a gente recordar coisas que nos faziam rir antes e que os mais jovens só conhecem através da música cantada pela Elis... quando não perguntam: - Quem é Elis? É triste um país sem memória.
Recomeço
Pois é, estou tentando deixar a minha vida um pouco mais estruturada. Mas nunca pensei na quantidade de coisas que acumulei durante esses quatro anos passados em João Pessoa e quantas "coisinhas" se tornaram necessárias à vida que gostaria de ter. São pequenos detalhes: um difusor de aromas, incenso, minha almofada de meditação...
Naturalmente não fiz tudo sozinha. Nessas horas, pelo menos um amigo a gente encontra. Sandra veio comigo ajudar nos dois primeiros dias. E a ajuda foi imensa. Se eu estivesse só, certamente teria desmoronado diante da tarefa gigantesca que é mudar (de casa). Ela me ajudou a estruturar o espaço... a cozinha, meu quarto, meu escritório... basicamente pusemos tudo o que pertencia aos devidos ambientes mais ou menos em seu lugar, para depois eu ir, aos poucos, deixando do meu jeito. Eu serei eternamente grata a ela por isso.
Nos mudamos sábado (24/04/2004 - a soma desses números é 7, que é o meu número na numerologia. Além disso, o 4 parece ser bastante simbólico nessa data, espero que me traga um pouco de felicidade). Segundo a numerologia o quatro é o meu número do impulso da alma e afirma que eu dou valor à ordem - coincidência algo que estamos falando aqui - e a regularidade no trabalho e em casa. Quer dizer também que quero ser prática, disciplinada, determinada e de confiança. Desejo a verdade, mesmo que não seja exatamente o que gostaria de ouvir. Significa também que não gosto de enganar e de ser enganada (existe alguém que goste?). Também não desejo a compaixão alheia, mas quero o reconhecimento pelos meus esforços.
O sete é o meu número de expressão. Significa que eu busco a verdade, as coisas do espírito e do "eu", coisas bastante importantes em minha vida. A numerologia diz que pessoas assim geralmente se transformam em estudiosos, filósofos ou pesquisadores [ainda estou tentando!]. Como são também solitárias, as pessoas tendem a achá-las distantes e estranhas [algum numerólogo mandou me seguir]. Diz também que vivem a vida de acordo com as verdades que vão descobrindo e não através de padrões preestabelecidos. Além disso, não são atraídas por badalações, modismos e coisas descartáveis [agora comecei a ficar paranóica!!!].
Bem, voltando à pobre Maria Sandra, que ficou totalmente esquecida com a história da numerologia, bem... ela não pode ficar muito. Foi embora logo na segunda-feira (26/04/2004), por causa do trabalho. Fiquei então com a "responsabilidade" de ir me organizando e tornando a vida aqui um pouco mais agradável.
Agora, mudando um pouco [ou bastante] de assunto, Mossoró mudou muito durante esse tempo que fiquei fora. Ficou com a aparência mais agradável, antes era mais árida - embora não se possa esperar outra coisa de uma cidade do semi-árido. Mas falo árida no sentido de que não existiam espaços urbanos agradáveis de se olhar e, talvez, permanecer por um certo tempo. Chego até a pensar que vai dar pra sossegar um pouco por aqui, isto é, se o ambiente de trabalho tiver melhorado junto com o ambiente urbano.
Porém, apesar de tudo, hoje tive ondas constantes de melancolia. Sei perfeitamente a que isso se deve - a mudança, ao fato de ficar novamente absolutamente sozinha e ter de cuidar de mim sem cooperação alheia. Isso gera insegurança.
Mas, aos poucos, as coisas vão entrando nos eixos. A directv foi instalada [aqui só pega Tv se for com parabólica] e a instalação elétrica foi reparada. A casa até está ficando aconchegante. Encontrei meus cds de meditação, que estavam perdidos em meios as inúmeras caixas a serem desempacotadas. Eles me ajudam a relaxar e tocar o barco pra frente.
Ainda assim, tenho saudades de casa - mãe, cadelas, amigos etc. [não necessariamente nessa ordem, gente, varia dia-a-dia hahahahaha]. Que seria de mim sem eles.
Naturalmente não fiz tudo sozinha. Nessas horas, pelo menos um amigo a gente encontra. Sandra veio comigo ajudar nos dois primeiros dias. E a ajuda foi imensa. Se eu estivesse só, certamente teria desmoronado diante da tarefa gigantesca que é mudar (de casa). Ela me ajudou a estruturar o espaço... a cozinha, meu quarto, meu escritório... basicamente pusemos tudo o que pertencia aos devidos ambientes mais ou menos em seu lugar, para depois eu ir, aos poucos, deixando do meu jeito. Eu serei eternamente grata a ela por isso.
Nos mudamos sábado (24/04/2004 - a soma desses números é 7, que é o meu número na numerologia. Além disso, o 4 parece ser bastante simbólico nessa data, espero que me traga um pouco de felicidade). Segundo a numerologia o quatro é o meu número do impulso da alma e afirma que eu dou valor à ordem - coincidência algo que estamos falando aqui - e a regularidade no trabalho e em casa. Quer dizer também que quero ser prática, disciplinada, determinada e de confiança. Desejo a verdade, mesmo que não seja exatamente o que gostaria de ouvir. Significa também que não gosto de enganar e de ser enganada (existe alguém que goste?). Também não desejo a compaixão alheia, mas quero o reconhecimento pelos meus esforços.
O sete é o meu número de expressão. Significa que eu busco a verdade, as coisas do espírito e do "eu", coisas bastante importantes em minha vida. A numerologia diz que pessoas assim geralmente se transformam em estudiosos, filósofos ou pesquisadores [ainda estou tentando!]. Como são também solitárias, as pessoas tendem a achá-las distantes e estranhas [algum numerólogo mandou me seguir]. Diz também que vivem a vida de acordo com as verdades que vão descobrindo e não através de padrões preestabelecidos. Além disso, não são atraídas por badalações, modismos e coisas descartáveis [agora comecei a ficar paranóica!!!].
Bem, voltando à pobre Maria Sandra, que ficou totalmente esquecida com a história da numerologia, bem... ela não pode ficar muito. Foi embora logo na segunda-feira (26/04/2004), por causa do trabalho. Fiquei então com a "responsabilidade" de ir me organizando e tornando a vida aqui um pouco mais agradável.
Agora, mudando um pouco [ou bastante] de assunto, Mossoró mudou muito durante esse tempo que fiquei fora. Ficou com a aparência mais agradável, antes era mais árida - embora não se possa esperar outra coisa de uma cidade do semi-árido. Mas falo árida no sentido de que não existiam espaços urbanos agradáveis de se olhar e, talvez, permanecer por um certo tempo. Chego até a pensar que vai dar pra sossegar um pouco por aqui, isto é, se o ambiente de trabalho tiver melhorado junto com o ambiente urbano.
Porém, apesar de tudo, hoje tive ondas constantes de melancolia. Sei perfeitamente a que isso se deve - a mudança, ao fato de ficar novamente absolutamente sozinha e ter de cuidar de mim sem cooperação alheia. Isso gera insegurança.
Mas, aos poucos, as coisas vão entrando nos eixos. A directv foi instalada [aqui só pega Tv se for com parabólica] e a instalação elétrica foi reparada. A casa até está ficando aconchegante. Encontrei meus cds de meditação, que estavam perdidos em meios as inúmeras caixas a serem desempacotadas. Eles me ajudam a relaxar e tocar o barco pra frente.
Ainda assim, tenho saudades de casa - mãe, cadelas, amigos etc. [não necessariamente nessa ordem, gente, varia dia-a-dia hahahahaha]. Que seria de mim sem eles.
O canto budista das quatro incomensuráveis.
Possam todos os seres sencientes ter a felicidade e sua causa.
Possam todos os seres sencientes ser livres do sofrimento e sua causa.
Possam todos os seres sencientes jamais se afastar da felicidade,
que está além de todo o sofrimento.
Possam todos os seres sencientes atingir o estado de equilíbrio contínuo,
livres dos extremos da atração por uns e da aversão por outros.
Meditações
Gosto do que o Walter Franco disse: "Manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo". Isso não é apenas o que se faz quando se está meditando. Pode servir como uma metáfora para a vida.
A mente quieta pode representar não nos aborrecermos com pequenas coisas ou com coisas que não dependem de nós. Nisto se inclui o trabalho e os outros... aqueles que vivem no planeta com a gente. Todos os 6 e tantos bilhões. As pessoas - inclusive nós - podem ser difíceis às vezes. Mas se preocupar com elas a toa, com o que fazem ou deixam de fazer não compete a nós. Se conseguirmos cumprir esse princípio, muitos aborrecimentos nos serão poupados.
A espinha ereta pode significar também que não devemos nos curvar às coisas ruins ou deixar nosso amor próprio e orgulho de lado por causa de alguém. A não ser se for para pedir desculpas por algo que lhe fizemos. Manter determinados princípios na vida é importante para a nossa paz de espírito e isso inclui não tratar bem uma pessoa por causa de sua posição ou de seu status social. Acho que descobrir o ser humano que há nos outros é parte importante disso. É quando descobrimos pessoas maravilhosas que vivem de forma mais simples que nós e mesmo assim conseguem nos enriquecer.
E, por último, acho que a simplicidade em tudo na vida, desde a forma como organizamos a nossa casa, como falamos com os outros, fruição de prazeres, passagem dos dias etc. mantém nosso coração tranqüilo.
Ser sozinho não é ser solitário
Se você está só, sente e aprecie uma xícara de café ou de chá em um lugar público. Observe as pessoas a sua volta. Vai ver que elas são muito interessantes e nos ajudam mesmo sem saber. |
A solidão tem muito a ver com a relação que a pessoa tem consigo mesmo. Li um livro divertidíssimo, supostamente escrito para mulheres, chamado Só. Dores e delícias de morar sozinha. Ele foi escrito pela jornalista Rosane Queiroz e relata a experiência de algumas mulheres que, por circunstâncias diversas, foram morar sozinhas. Algumas por livre escolha, outras forçadas por um casamento desfeito, por terem ido trabalhar em outra cidade e saído da casa dos pais etc. Todas relatam que, inicialmente, essa é uma terrível experiência, mas no fim sempre se descobre algo bom. Começaram a organizar o próprio tempo, a descobrir e valorizar coisas sobre si mesmas e, sobretudo, passaram a se descobrir como pessoas cheias de desejos e vontades que, antes, se escondiam atrás das vontades alheias. E essa é uma viagem fascinante, porém é preciso, antes de tudo, muita paciência para descobrir o tesouro.
Dia de branco
SEGUNDA-FEIRA. Não é dos meus dias preferidos. Meus segundo nome é Garfield. Dia de encarar a realidade, de terminar tarefas pendentes no trabalho. Falta pouco para alguns dias de total liberdade. Bernard Shaw, porém, falou que o "tempo livre não significa repouso. O repouso, como o sono, é obrigatórico. O verdadeiro tempo livre é apenas a liberdade de fazermos o que queremos, mas não de permanecermos no ócio".
No momento resta seguir as palavras de Confúcio: "Para onde quer que fores, vai todo, leva junto teu coração".
Domingo de Chuva
DOMINGO, para muitos um dia chato. Não para mim. É possível apreciar muitas coisas num domingo. O sossego, a preguiça, a oportunidade de ficar ao léu, sem nada preestabelecido para fazer, e, principalmente, nenhuma obrigação. É possível ler um bom livro... aquele que estava na estante há tanto tempo esperando um pouquinho de sua atenção, sempre tomada pelas obrigações. Chove lá fora... o cheiro de mato é bom. Coisa rara em uma cidade do semi-árido, como é o caso de Mossoró (RN). Cidade que não é natal... sem trocadilhos e que não suscita grandes vôos culturais. Bem, a gente sempre tem que aprender a curtir as pequenas coisas como a chuva.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ainda algumas memórias frutíferas
Tem algumas coisas da natureza, que se não apreciamos pelo sabor, podemos muito bem apreciar pelo olhar. As pitangas são uma delas. O vermelho contrasta com o verde das folhas - estão em lados opostos no círculo de cores. E para quem gosta do que é agridoce não há igual. E típica do nosso Brasil.
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domingo, 31 de janeiro de 2010
A tolice generalizada no twitter
No início achei o twitter uma ótima ferramenta para divulgar as coisas que eu achava interessantes e queria compartilhar com outras pessoas. Comecei a seguir notícias, colunistas de jornal, ONGs, algumas instituições e estava tubo bem. Até que entrou em cena umas ferramentas para ver quem conseguia mais followers. Isso estragou totalmente meu twitter. Não consigo mais acompanhar as notícias que me interessam porque os adolescentes só RT essas ferramentas, ou porque dizem coisas como "estou entediado", "vou almoçar", "não consigo dormir", "bom dia", "boa tarde", "boa noite queridossssss". Assim não dá. Já tentei unfollow vários, mas a velocidade com que eles lhe adicionam é tal que você teria que dedicar sua vida a excluí-los. Pessoas que seria interessante trocar um diálogo, simplesmente não lhe respondem, talvez pensando que você faça parte daquela imensa nuvem de imbecilidades. Portanto, me pergunto agora, apago meu twitter? Faço outro, esperando que a mesma coisa não aconteça? Será que existe um twitter para pessoas mais maduras? Ou o universo é composto de adolescentes que não têm nada a dizer? OMG.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Memórias frutíferas
Se tem uma coisa que morro de saudade da minha infância, e que as crianças de hoje não têm mais quase o privilégio, é de ter vivido em um lugar que tinha muito lugar para correr, esconder-se e brincar todo tipo de brincadeira ao ar livre.
As bananeiras ainda existem, mas estão bem fraquinhas.
Fui criada em um bairro, que ainda estava em formação e havia muitos terrenos ainda sem muro, cercas e uma casa aqui outra acolá. Mas o que dava gosto mesmo eram as fruteiras. João Pessoa sempre foi uma cidade de muitas fruteiras. O desenvolvimento urbano só fez acabar com elas e, mesmo assim, em algumas ruas elas ainda servem de arborização.
No lugar de algumas fruteiras, temos um pé de pau brasil
que nessa época do ano fica florido e cheiroso.
Na casa onde eu morava, onde até hoje mora minha mãe, tínhamos todos os tipos de fruteiras: goiabeira, mangueira, pés de pinha, bananeiras, abacateiro, pitangueira, cajueiro, limoeiro, pé de sapoti, coqueiros, limoeiros e chegamos a ter até uma laranjeira - que em toda sua vida só deu uma laranja rsrsrs.
Ao longo dos anos as frutas mudaram, porque os pés ficavam velhos e tinham que ser arrancados, mas até hoje ainda podemos desfrutar - êta palavrinha apropriada rsrsrs - do que o nosso quintal nos fornece.
No lugar da goiabeira, temo araçá, que é da mesma família
só que bem pequena, dá em cachos e é meio azedinha.
Estamos também em plena safra de seriguela. Hmmm é muito bom comer à sombra do pé.
A pinha, ata ou fruta-do-conde era tanta que até
hoje eu não faço mais questão de comer, pois enjoei.
E finalmente, o pé de sapoti, que dá grande parte da sombra do nosso quintal hoje.
São essas e outras coisas que me fazem falta quando estou distante de casa. A tranquilidade, o espaço para meus cachorros vagarem livremente sem ter que vigiá-los todo o tempo.
E acho que Baby é meio budista, ela leva uma vida contemplativa rsrsrs.
Houve um tempo também que a família armava as redes debaixo da mangueira. Meu pai ouvia rádio de ondas curtas. Ainda me lembro da Deutche Welle, Rádio Voz da América e ainda Rádio Tirana, da Albânia, que transmitiam, todas em português, e ficávamos sabendo coisas de terras distantes. Bem, hoje tem a internet, mas tudo na memória tem um gostinho diferente...
sábado, 23 de janeiro de 2010
Visual 2010
Após tentar modificar o layout do meu antigo blog "A vida é uma teia", descobri que o menor vacilo nos códigos XML gera o caos. Por sorte, consegui salvar grande parte do arquivo de postagens antigo e, literalmente, fazer uma faxina, escolhendo apenas meus preferidos para colocar nesse novo visual. Espero que gostem e espero também ter um maior número de seguidores.
Dominguinho
Hoje é um dia que tenho passado a valorizar cada vez mais. O domingo que antes era sinônimo de tédio, solidão, para mim hoje, retirando-se o tédio, a solidão é bem vinda. A vida sendo levada nessa correria, sem tempo para você mesmo ou de fazer coisas prazerosas não tem muito sentido. Por isso, curtir um domingo em casa, lendo, vendo um pouco de tv [lógico que não a tv aberta], ouvindo só o silencio é D+.
Dia preguiçoso
Ontem foi o dia mais preguiçoso deste ano. Dias que são assim... feitos pra morgar um pouco, ficar deitado na cama lendo a literatura que estava guardada há muito.
Mas existem outras atividades que são boas também de fazer. Ler os feeds acumulados por falta de tempo e procurar por feeds novos que a gente sabe que no nosso dia a dia não vai ter tempo de ler também. Uma boa invenção essa coisa de Feeds, nos poupa de ficar derivando de uma página para outra da internet. Alimentamos apenas aquelas informações que nos interessam, sejam elas técnicas, de entretenimento ou notícias. Podemos também ler nossos blogs offline e acrescentar blogs de pessoas interessantes. Melhor do que isso, só outra novidade na internet que são os VoIP (Voice over IP). Os telefones via IP que estão barateando nossas contas de telefone. Realmente espero que essas boas novas proliferem daqui pra frente.
Mas existem outras atividades que são boas também de fazer. Ler os feeds acumulados por falta de tempo e procurar por feeds novos que a gente sabe que no nosso dia a dia não vai ter tempo de ler também. Uma boa invenção essa coisa de Feeds, nos poupa de ficar derivando de uma página para outra da internet. Alimentamos apenas aquelas informações que nos interessam, sejam elas técnicas, de entretenimento ou notícias. Podemos também ler nossos blogs offline e acrescentar blogs de pessoas interessantes. Melhor do que isso, só outra novidade na internet que são os VoIP (Voice over IP). Os telefones via IP que estão barateando nossas contas de telefone. Realmente espero que essas boas novas proliferem daqui pra frente.
Sabadão
Hoje é sábado. Dia de faxina e, especialmente, dia de algumas mudanças na minha casa. Casa significa conforto, aconchego... nos fins de semana ou quando se chega cansado do trabalho, seu único pensamento é uma rede numa varanda pra relaxar e pensar na vida. Não necessariamente nessa ordem.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Moro em uma cidade semi-árida - Mossoró, RN -, mas nasci na beira-mar, João Pessoa - PB. Sinto falta do mar, não tanto para ficar de molho ou tostando que nem jacaré em beira de rio, mas simplesmente para olhar. Voyeur de mar. Olhar o mar é uma das experiências mais relaxantes que existem no mundo.
Pois bem... A mudança que fiz na minha casa - alugada por sinal - foi apenas plantar grama. E quanta diferença isso faz em uma cidade seca. Tenho um grande jardim que antes era puro barro. Coloquei areia, com a colaboração do vizinho que constrói sua casa ao lado. Ele me "deu" areia para colocar no jardim. Tive um trabalhão, junto com alguns amigos, regado a cerveja e um bom almoço. Agora, estimulada por Nailor, um japonês de Ribeirão Preto que está morando na casa atrás da minha, resolvi esverdear o meu pedaço. É uma sensação bastante gratificante ver que estamos construindo algo, mesmo que não seja nosso. Essa generosidade foi ele que me ensinou. Colocar uma árvore, uma planta ornamental, grama, humaniza nosso habitat. Talvez seja isso que falta para eu me sentir em casa nessa cidade semi-árida, onde as relações, muitas vezes também são. Obrigado Nailor e Claudete.
Tibau
Hoje é dia de Tiradentes e, como sempre, Mossoró está um deserto. Tentei trabalhar, tentei navegar na internet, mas até esta estava uma pasmaceira. Resolvi ir ao centro da cidade, mas... para quê? Não tem ninguém lá. Então lembrei que eu e minha mãe podíamos ir a Tibau. Segundo outdoor da prefeitura local, "a praia de Mossoró". Afinal, a praia está ali, há apenas meia hora de carro.
Fazia 56 anos que minha mãe tinha ido a Tibau pela última vez. Nesse tempo ainda cheia de morros de areia colorida para fazer aquelas garrafinhas com desenhos.
Tibau se localiza na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. Segundo a maioria das pessoas, a melhor praia é a do lado cearense, pois é mais tranqüila. Bem... fomos! Embora não fizesse tanto tempo que eu havia estado lá, também me surpreendi. Não tanto pelo centro da cidade em si, pois continua o mesmo. No entanto, a parte dos "ricos", ou seja, aquela que se prolonga para o lado do RN em direção à cidade de Grossos, está totalmente modificada. Inúmeras construções novas e, pasmem, CONDOMÍNIOS FECHADOS à beira-mar! Isso foi o que mais me espantou. Muitos condomínios. Se eu fiquei surpresa, imagine D. Ivone. Ela simplesmente não tirava a mão da boca, acho que para não deixar o queixo cair.
Às vezes nos perguntamos: - afinal, para onde vai todo o dinheiro de Mossoró? Esse que é ganho com a riqueza do petróleo, com o sal e com a fruticultura? Bem, hoje descobri. Está sendo aplicado em imóveis na praia. No entanto, fiquei lamentando que Tibau esteja crescendo de forma completamente desordenada, até irresponsável. Sem uma preocupação com o meio ambiente ou - para quem nem tá aí pra meio ambiente - mesmo com uma organização das praias. A desorganização é uma constante. As construções são feitas à toa, criando, muitas vezes, apenas becos que dão acesso à praia. Uma pena, poderia ser uma bonita cidade, atraente ao turismo já que tem praias amplas e planas, com muito espaço. Cedeu, entretanto, à ganância dos empreiteiros, políticos e proprietários de terra que só vêem o lucro imediato. Realmente uma pena.
Fazia 56 anos que minha mãe tinha ido a Tibau pela última vez. Nesse tempo ainda cheia de morros de areia colorida para fazer aquelas garrafinhas com desenhos.
Tibau se localiza na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. Segundo a maioria das pessoas, a melhor praia é a do lado cearense, pois é mais tranqüila. Bem... fomos! Embora não fizesse tanto tempo que eu havia estado lá, também me surpreendi. Não tanto pelo centro da cidade em si, pois continua o mesmo. No entanto, a parte dos "ricos", ou seja, aquela que se prolonga para o lado do RN em direção à cidade de Grossos, está totalmente modificada. Inúmeras construções novas e, pasmem, CONDOMÍNIOS FECHADOS à beira-mar! Isso foi o que mais me espantou. Muitos condomínios. Se eu fiquei surpresa, imagine D. Ivone. Ela simplesmente não tirava a mão da boca, acho que para não deixar o queixo cair.
Às vezes nos perguntamos: - afinal, para onde vai todo o dinheiro de Mossoró? Esse que é ganho com a riqueza do petróleo, com o sal e com a fruticultura? Bem, hoje descobri. Está sendo aplicado em imóveis na praia. No entanto, fiquei lamentando que Tibau esteja crescendo de forma completamente desordenada, até irresponsável. Sem uma preocupação com o meio ambiente ou - para quem nem tá aí pra meio ambiente - mesmo com uma organização das praias. A desorganização é uma constante. As construções são feitas à toa, criando, muitas vezes, apenas becos que dão acesso à praia. Uma pena, poderia ser uma bonita cidade, atraente ao turismo já que tem praias amplas e planas, com muito espaço. Cedeu, entretanto, à ganância dos empreiteiros, políticos e proprietários de terra que só vêem o lucro imediato. Realmente uma pena.
Henfil... que saudade!
É bom a gente recordar coisas que nos faziam rir antes e que os mais jovens só conhecem através da música cantada pela Elis... quando não perguntam: - Quem é Elis? É triste um país sem memória.
Recomeço
Pois é, estou tentando deixar a minha vida um pouco mais estruturada. Mas nunca pensei na quantidade de coisas que acumulei durante esses quatro anos passados em João Pessoa e quantas "coisinhas" se tornaram necessárias à vida que gostaria de ter. São pequenos detalhes: um difusor de aromas, incenso, minha almofada de meditação...
Naturalmente não fiz tudo sozinha. Nessas horas, pelo menos um amigo a gente encontra. Sandra veio comigo ajudar nos dois primeiros dias. E a ajuda foi imensa. Se eu estivesse só, certamente teria desmoronado diante da tarefa gigantesca que é mudar (de casa). Ela me ajudou a estruturar o espaço... a cozinha, meu quarto, meu escritório... basicamente pusemos tudo o que pertencia aos devidos ambientes mais ou menos em seu lugar, para depois eu ir, aos poucos, deixando do meu jeito. Eu serei eternamente grata a ela por isso.
Nos mudamos sábado (24/04/2004 - a soma desses números é 7, que é o meu número na numerologia. Além disso, o 4 parece ser bastante simbólico nessa data, espero que me traga um pouco de felicidade). Segundo a numerologia o quatro é o meu número do impulso da alma e afirma que eu dou valor à ordem - coincidência algo que estamos falando aqui - e a regularidade no trabalho e em casa. Quer dizer também que quero ser prática, disciplinada, determinada e de confiança. Desejo a verdade, mesmo que não seja exatamente o que gostaria de ouvir. Significa também que não gosto de enganar e de ser enganada (existe alguém que goste?). Também não desejo a compaixão alheia, mas quero o reconhecimento pelos meus esforços.
O sete é o meu número de expressão. Significa que eu busco a verdade, as coisas do espírito e do "eu", coisas bastante importantes em minha vida. A numerologia diz que pessoas assim geralmente se transformam em estudiosos, filósofos ou pesquisadores [ainda estou tentando!]. Como são também solitárias, as pessoas tendem a achá-las distantes e estranhas [algum numerólogo mandou me seguir]. Diz também que vivem a vida de acordo com as verdades que vão descobrindo e não através de padrões preestabelecidos. Além disso, não são atraídas por badalações, modismos e coisas descartáveis [agora comecei a ficar paranóica!!!].
Bem, voltando à pobre Maria Sandra, que ficou totalmente esquecida com a história da numerologia, bem... ela não pode ficar muito. Foi embora logo na segunda-feira (26/04/2004), por causa do trabalho. Fiquei então com a "responsabilidade" de ir me organizando e tornando a vida aqui um pouco mais agradável.
Agora, mudando um pouco [ou bastante] de assunto, Mossoró mudou muito durante esse tempo que fiquei fora. Ficou com a aparência mais agradável, antes era mais árida - embora não se possa esperar outra coisa de uma cidade do semi-árido. Mas falo árida no sentido de que não existiam espaços urbanos agradáveis de se olhar e, talvez, permanecer por um certo tempo. Chego até a pensar que vai dar pra sossegar um pouco por aqui, isto é, se o ambiente de trabalho tiver melhorado junto com o ambiente urbano.
Porém, apesar de tudo, hoje tive ondas constantes de melancolia. Sei perfeitamente a que isso se deve - a mudança, ao fato de ficar novamente absolutamente sozinha e ter de cuidar de mim sem cooperação alheia. Isso gera insegurança.
Mas, aos poucos, as coisas vão entrando nos eixos. A directv foi instalada [aqui só pega Tv se for com parabólica] e a instalação elétrica foi reparada. A casa até está ficando aconchegante. Encontrei meus cds de meditação, que estavam perdidos em meios as inúmeras caixas a serem desempacotadas. Eles me ajudam a relaxar e tocar o barco pra frente.
Ainda assim, tenho saudades de casa - mãe, cadelas, amigos etc. [não necessariamente nessa ordem, gente, varia dia-a-dia hahahahaha]. Que seria de mim sem eles.
Naturalmente não fiz tudo sozinha. Nessas horas, pelo menos um amigo a gente encontra. Sandra veio comigo ajudar nos dois primeiros dias. E a ajuda foi imensa. Se eu estivesse só, certamente teria desmoronado diante da tarefa gigantesca que é mudar (de casa). Ela me ajudou a estruturar o espaço... a cozinha, meu quarto, meu escritório... basicamente pusemos tudo o que pertencia aos devidos ambientes mais ou menos em seu lugar, para depois eu ir, aos poucos, deixando do meu jeito. Eu serei eternamente grata a ela por isso.
Nos mudamos sábado (24/04/2004 - a soma desses números é 7, que é o meu número na numerologia. Além disso, o 4 parece ser bastante simbólico nessa data, espero que me traga um pouco de felicidade). Segundo a numerologia o quatro é o meu número do impulso da alma e afirma que eu dou valor à ordem - coincidência algo que estamos falando aqui - e a regularidade no trabalho e em casa. Quer dizer também que quero ser prática, disciplinada, determinada e de confiança. Desejo a verdade, mesmo que não seja exatamente o que gostaria de ouvir. Significa também que não gosto de enganar e de ser enganada (existe alguém que goste?). Também não desejo a compaixão alheia, mas quero o reconhecimento pelos meus esforços.
O sete é o meu número de expressão. Significa que eu busco a verdade, as coisas do espírito e do "eu", coisas bastante importantes em minha vida. A numerologia diz que pessoas assim geralmente se transformam em estudiosos, filósofos ou pesquisadores [ainda estou tentando!]. Como são também solitárias, as pessoas tendem a achá-las distantes e estranhas [algum numerólogo mandou me seguir]. Diz também que vivem a vida de acordo com as verdades que vão descobrindo e não através de padrões preestabelecidos. Além disso, não são atraídas por badalações, modismos e coisas descartáveis [agora comecei a ficar paranóica!!!].
Bem, voltando à pobre Maria Sandra, que ficou totalmente esquecida com a história da numerologia, bem... ela não pode ficar muito. Foi embora logo na segunda-feira (26/04/2004), por causa do trabalho. Fiquei então com a "responsabilidade" de ir me organizando e tornando a vida aqui um pouco mais agradável.
Agora, mudando um pouco [ou bastante] de assunto, Mossoró mudou muito durante esse tempo que fiquei fora. Ficou com a aparência mais agradável, antes era mais árida - embora não se possa esperar outra coisa de uma cidade do semi-árido. Mas falo árida no sentido de que não existiam espaços urbanos agradáveis de se olhar e, talvez, permanecer por um certo tempo. Chego até a pensar que vai dar pra sossegar um pouco por aqui, isto é, se o ambiente de trabalho tiver melhorado junto com o ambiente urbano.
Porém, apesar de tudo, hoje tive ondas constantes de melancolia. Sei perfeitamente a que isso se deve - a mudança, ao fato de ficar novamente absolutamente sozinha e ter de cuidar de mim sem cooperação alheia. Isso gera insegurança.
Mas, aos poucos, as coisas vão entrando nos eixos. A directv foi instalada [aqui só pega Tv se for com parabólica] e a instalação elétrica foi reparada. A casa até está ficando aconchegante. Encontrei meus cds de meditação, que estavam perdidos em meios as inúmeras caixas a serem desempacotadas. Eles me ajudam a relaxar e tocar o barco pra frente.
Ainda assim, tenho saudades de casa - mãe, cadelas, amigos etc. [não necessariamente nessa ordem, gente, varia dia-a-dia hahahahaha]. Que seria de mim sem eles.
O canto budista das quatro incomensuráveis.
Possam todos os seres sencientes ter a felicidade e sua causa.
Possam todos os seres sencientes ser livres do sofrimento e sua causa.
Possam todos os seres sencientes jamais se afastar da felicidade,
que está além de todo o sofrimento.
Possam todos os seres sencientes atingir o estado de equilíbrio contínuo,
livres dos extremos da atração por uns e da aversão por outros.
Meditações
Gosto do que o Walter Franco disse: "Manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo". Isso não é apenas o que se faz quando se está meditando. Pode servir como uma metáfora para a vida.
A mente quieta pode representar não nos aborrecermos com pequenas coisas ou com coisas que não dependem de nós. Nisto se inclui o trabalho e os outros... aqueles que vivem no planeta com a gente. Todos os 6 e tantos bilhões. As pessoas - inclusive nós - podem ser difíceis às vezes. Mas se preocupar com elas a toa, com o que fazem ou deixam de fazer não compete a nós. Se conseguirmos cumprir esse princípio, muitos aborrecimentos nos serão poupados.
A espinha ereta pode significar também que não devemos nos curvar às coisas ruins ou deixar nosso amor próprio e orgulho de lado por causa de alguém. A não ser se for para pedir desculpas por algo que lhe fizemos. Manter determinados princípios na vida é importante para a nossa paz de espírito e isso inclui não tratar bem uma pessoa por causa de sua posição ou de seu status social. Acho que descobrir o ser humano que há nos outros é parte importante disso. É quando descobrimos pessoas maravilhosas que vivem de forma mais simples que nós e mesmo assim conseguem nos enriquecer.
E, por último, acho que a simplicidade em tudo na vida, desde a forma como organizamos a nossa casa, como falamos com os outros, fruição de prazeres, passagem dos dias etc. mantém nosso coração tranqüilo.
Ser sozinho não é ser solitário
Se você está só, sente e aprecie uma xícara de café ou de chá em um lugar público. Observe as pessoas a sua volta. Vai ver que elas são muito interessantes e nos ajudam mesmo sem saber. |
A solidão tem muito a ver com a relação que a pessoa tem consigo mesmo. Li um livro divertidíssimo, supostamente escrito para mulheres, chamado Só. Dores e delícias de morar sozinha. Ele foi escrito pela jornalista Rosane Queiroz e relata a experiência de algumas mulheres que, por circunstâncias diversas, foram morar sozinhas. Algumas por livre escolha, outras forçadas por um casamento desfeito, por terem ido trabalhar em outra cidade e saído da casa dos pais etc. Todas relatam que, inicialmente, essa é uma terrível experiência, mas no fim sempre se descobre algo bom. Começaram a organizar o próprio tempo, a descobrir e valorizar coisas sobre si mesmas e, sobretudo, passaram a se descobrir como pessoas cheias de desejos e vontades que, antes, se escondiam atrás das vontades alheias. E essa é uma viagem fascinante, porém é preciso, antes de tudo, muita paciência para descobrir o tesouro.
Dia de branco
SEGUNDA-FEIRA. Não é dos meus dias preferidos. Meus segundo nome é Garfield. Dia de encarar a realidade, de terminar tarefas pendentes no trabalho. Falta pouco para alguns dias de total liberdade. Bernard Shaw, porém, falou que o "tempo livre não significa repouso. O repouso, como o sono, é obrigatórico. O verdadeiro tempo livre é apenas a liberdade de fazermos o que queremos, mas não de permanecermos no ócio".
No momento resta seguir as palavras de Confúcio: "Para onde quer que fores, vai todo, leva junto teu coração".
Domingo de Chuva
DOMINGO, para muitos um dia chato. Não para mim. É possível apreciar muitas coisas num domingo. O sossego, a preguiça, a oportunidade de ficar ao léu, sem nada preestabelecido para fazer, e, principalmente, nenhuma obrigação. É possível ler um bom livro... aquele que estava na estante há tanto tempo esperando um pouquinho de sua atenção, sempre tomada pelas obrigações. Chove lá fora... o cheiro de mato é bom. Coisa rara em uma cidade do semi-árido, como é o caso de Mossoró (RN). Cidade que não é natal... sem trocadilhos e que não suscita grandes vôos culturais. Bem, a gente sempre tem que aprender a curtir as pequenas coisas como a chuva.
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